Arquivo interno – PRQ


Anais do PRQ
Programa de (Re)capacitação e Qualidade

Para os Cooperadores e Futuros Cooperadores no
Grupo de Orações, Amor e Caridade

Original da Primavera de 2011 – atualizado em 2018

OBJETIVO

Estes anais têm por objetivo garantir o contato de seus Cooperadores e futuros Cooperadores com o
sentimento do Grupo de Orações, seus propósitos e suas capacidades. Igualmente, favorece o
discernimento sobre o que esperar do Grupo e o que o Grupo espera de cada um de seus membros.
O mesmo não o é imutável, considerando que todos estão progredindo e por conta desta evolução este
facilitador precisa sempre ser atualizado.

A essência e muitas das disposições aqui apresentadas foram transmitidas através da mediunidade de
psicofonia, psicografia e inspiração pelo “Vô Bento”, Mentor que se expressando unicamente em amor, é o
porta-voz da Espiritualidade que zela pelas atividades, pela vida e pela sobrevivência do Grupo de Orações
nos sítios da matéria e igualmente reúne as contribuições de todos os Cooperadores através dos encontros
da edição do “Programa de Recapacitação e Qualidade” entre finais de agosto e dezembro de 2011.

Os presentes anais não substituem os documentos produzidos para organizar os protocolos das
assistências espirituais desenvolvidas pelo Grupo de Orações.

1ª reunião:
O QUE É O GRUPO DE ORAÇÕES E O QUE PODEMOS ESPERAR DELE?

Preâmbulo


Pela nominação, entende-se que:

O que é o Grupo de Orações?

  • Um espaço/ tempo para “exercitar o amor, através da caridade”.
    – É um “espaço” porque têm endereço certo, atividade metódica, recursos sistemáticos.
    – É um “tempo” porque se estabelece um dia e um horário para “exercitar o amor, através da
    caridade”.
  • Verdadeiramente ainda não é da nossa inclinação, de nossa tendência a prática do amor, em sua
    forma incondicional e renunciante ao nosso direito em benefício do direito do semelhante.
    • Assim, são necessários ainda espaços e tempos para o exercício, a repetição de hábitos saudáveis
      que promovam a disposição, a inclinação e a tendência para a bondade, a utilidade e a verdade.
  • Trata-se de mecanismo de identificar a verdade, colocá-la em prática, medir seus resultados e
    assim sucessivamente, tantas vezes quantas necessárias até que seja a opção natural fazer o bem.
  • É casa do Pai do Céu, ou seja, uma casa de Deus, de valores divinos; o que nos faz seus filhos
    visitantes, onde naturalmente, devemos observar as orientações do Senhorio, que é o próprio
    Evangelho.
    o Em verdade, todos os lugares, o planeta todo, o universo e o infinito são moradas do Pai;
    portanto, sempre seremos e em todos os lugares estaremos como seus filhos visitantes.

O que posso esperar do Grupo de Orações?

  • A OPORTUNIDADE para “exercitar o amor, através da caridade”.
  • Ter acesso a:

Reflexões da 1ª Reunião do PRQ

O Grupo de Orações surgiu em 1997 e ocupa o atual endereço e se regula dentro de um mesmo
propósito há 11 anos (setembro de 2011); é natural que esteja tentando; experimentando acertar; como o
Grupo é a reunião das pessoas que nele permanecem, cada um deve tentar acertar. Tentar sempre; e
sempre avaliar sua tentativa; a tentativa, no entanto, deve ser norteada pelo princípio que rege o Grupo: o
Evangelho Segundo o Espiritismo.

Mensagem da 1ª Reunião do PRQ

“Porque também nós éramos noutro tempo insensatos.” – Paulo. (Tito, 3:3)

O martelo, realmente, colabora nos primores da estatuária, mas não pode golpear a pedra,
indiscriminadamente.
O remédio amargo estabelece a cura do corpo enfermo, no entanto, reclama ciência na dosagem.
Nem mais, nem menos.
Na sementeira da verdade, igualmente, é indispensável não nos desfaçamos em movimento impensado.
Na Terra, não respiramos num domicílio de anjos. Somos milhões de criaturas, no labirinto de débitos
clamorosos do passado, suspirando pela desejada equação.
Quem ensina com sinceridade, naturalmente aprendeu as lições, atravessando obstáculos duros.
Claro que a tolerância excessiva resulta em ausência de defesa justa, entretanto, é inegável que para
educarmos a outrem, necessitamos de imenso cabedal de paciência e entendimento.
Paulo, incisivo e enérgico, não desconhecia semelhante realidade.
Escrevendo a Tito, lembra as próprias incompreensões de outra época para justificar a serenidade que nos
deve caracterizar a ação, a serviço do Evangelho Redentor.
Jamais atingiremos nossos objetivos, torturando chagas, indicando cicatrizes, comentando defeitos ou
atirando espinhos à face alheia.
Compreensão e respeito devem preceder-nos a tarefa em qualquer parte.
Recordemos nós mesmos, na passagem pelos círculos mais baixos, e estendamos braços fraternos aos
irmãos que se debatem nas sombras.
Se te encontras interessado no serviço do Cristo, lembra-te de que Ele não funcionou em promotoria de
acusação e, sim, na tribuna do sacrifício até à cruz, na condição de advogado do mundo inteiro.

2a. reunião:
O QUE O GRUPO DE ORAÇÕES ESPERA DE VOCÊ?

Preâmbulo

Cada dia em que se estuda a Codificação Espírita, bem natural que mais se desenvolva o reconhecimento a
Kardec e à sua inteligência e compromisso com a verdade.

Ao escolher o nome do que viria a ser conhecido como o “primeiro centro” ou “grupo espírita” do mundo,
deixou claro que era uma sociedade de estudos espíritas.

Inteirado da realidade, não citou que era uma sociedade espírita, mas, onde seus membros estudavam a
Doutrina que, coerentemente com o Cristianismo, tinha, assim como tem, o propósito de favorecer a
educação do Espírito, a partir do autoconhecimento e como mecanismo principal, a consciência.
Deriva-se deste princípio os modelos teóricos e de observação, concomitantes a disposição de exercitar o
amor, através da caridade, concitando a compreensão e garantindo a amplitude do discernimento.
Desta maneira, evidencia-se que o objetivo e a destinação da Doutrina Espírita é a pedagogia do Espírito.
Sabe-se que a educação se processa através de uma sequência lógica, lúcida e possível, organizada da
seguinte maneira:

Vontade em buscar e ter contato com a informação
🔽
Vontade em praticar os preceitos havidos da informação (exercitar)
🔽
Vontade em observar os resultados da prática/ do exercício/ da ação (investigação
🔽
Vontade de realizar novas ações com base nas investigações promovidas e com os devidos ajustes
🔽
Vontade em observar os novos resultados da ação com os ajustes investidos
🔽
Vontade em viver o aprendizado

Nota-se que o aprendizado somente ocorre quando existe a VONTADE.

Decorre que o aprendizado é sempre uma decisão pessoal e que envolve a consciência e a maturidade de
cada Espírito. Por ocorrência desta realidade é que portadores do livre-arbítrio somos movidos pela
disposição de progredir sempre, experimentando, tentando e vivenciando incessantemente.

O que o Grupo de Orações espera de mim?

Etimologicamente, a palavra “zelador” tem sua raiz da palavra grega “zelos”.

Quando das “guerras médicas” sofridas pela Grécia, os portos de Atenas eram sua única fonte de vida.
Assim, o Estado Ateniense elaborou intenso programa de seleção e conscientização de um grupo de
soldados que cuidariam com toda sua paixão e com todo o seu ardor dos portos do mar Egeu. Esses
homens eram conhecidos por “zelos”, porque cumpriam com toda sua determinação aquilo a que a eles
havia sido confiado.

No natural “aportuguesamento” da palavra, surge o termo “zelador”, ou seja, aquele que cuida com paixão,
aquele que cuida com ardor.

O Grupo de Orações espera que cada um de seus Cooperadores sejam zeladores dos ideais que a
Espiritualidade apresentou como sendo o fundamento deste organismo e que se expressa por sua
Identidade:

Dentro desta realidade emocional e racional, surge como seus derivativos a atitude condizente com o
preceito:
a) Comprometimento – ação de comprometer
a. Compromisso – lealdade em observar, atender e salvaguardar o que foi acordado,
celebrado, definido.
b) Assiduidade
c) Frequência
d) Participação
e) Envolvimento
f) Fraternidade
g) União
h) Trabalho, empenho, esforço e dedicação.
i) Perseverança

Mensagem da 2ª Reunião do PRQ

HISTÓRIA DE UMA SESSÃO

ANDRÉ LUIZ, em “Apostilas da Vida”, por Francisco Cândido Xavier

Organizado a sessão de estudo evangélico, os Espíritos Benfeitores, através das doces intimações da
prece, foram convidados à execução de regular empreitada.
520 orientações a companheiros doentes com especificações e conselhos técnicos.
50 passes magnéticos, em benefício de enfermos encarnados.
200 intervenções de socorro a entidades sofredoras, ausentes do equipamento físico.
35 visitas de assistência a lares distantes.
150 notas socorristas para desligamento de obsessores e inimigos inconsciente.

E devem ainda eliminar dois suicídios potenciais, evitar um homicídio provável, afastar as possibilidades de
dois divórcios infelizes e ajustar mais de cem entendimentos, em favor da fraternidade, da harmonia e da
reencarnação.
*
Em troca, os componentes da consequência deviam dar de si mesmos um pouco de alegria, de fé viva, de
serenidade e de paciência, com algumas palavras de carinho e amizade para sustentarem o clima
vibratório, necessário à realização das tarefas indicadas aos colaboradores invisíveis que começaram a
atuar.
*
Iniciada a empresa, porém, depois de alguns raros amigos haverem atendido heroicamente aos encargos
que lhes competiam, eis que a reunião se veste de sombras.
*
O nevoeiro da ociosidade mental invadiu quase todos os departamentos da casa.
Dois prestimosos cooperadores passaram a visitar o pensamento dos companheiros encarnados, rogando
concurso urgente, mas o silêncio e a inércia continuaram operando.
Consultando, em espírito, com respeito à contribuição de que se faziam devedores, cada qual respondia a
seu modo, falando mentalmente.
Um cavalheiro deu-se pressa em esclarecer que era ignorante e imprestável.
Um jovem tribuno do Evangelho afirmou-se doente e incapaz. Um companheiro de serviço alegou que se
sentia envergonhado e inapto para qualquer comentário construtivo.
*
Uma senhora perguntou se os Espíritos Amigos não poderiam solucionar os compromissos da sessão em
cinco minutos. Um lidador juvenil explicou que se sentia diminuído à frente dos mentores e experimentava o receio de falar sem brilho, depois deles.
Um antigo beneficiário solicitou a concessão de maca em que pudesse confiar-se ao repouso.
Um ouvinte preocupado adiantou-se consultando o relógio e bocejou entediado.
Uma robusta irmã pediu fosse colocada uma cadeira preguiçosa em lugar do banco áspero que a servia.
E quase todos, incluindo jovens e adultos letrados e indoutos, necessitados ou curiosos, descansaram na
improdutividade, acreditando que é sempre melhor observar sem responsabilidade, à espera do fim.
*
E a sessão, que deveria ser manancial cantante de bênçãos com alegria e paz, união e entendimento de
corações fraternos e calorosos na fé, prosseguiram até à fase final, qual se os companheiros estivessem
situados num velório de grande estilo, cercados pelo crepe arroxeado da tristeza e do luto, queimando o
incenso precioso do tempo em câmara funerária.

Que entre nós, meus amigos, assim não aconteçam.
Espiritismo é amor e contentamento.
Sempre que desejardes a vitória do bem, auxiliai o bem e plantai-o.
Trazei até nós o concurso da boa vontade, que é a alavanca de todos os prodígios do progresso,
enriquecendo-nos o santuário comum com os dons da saúde e da esperança, do otimismo e da fé.
Permutemos experiências e corações.
Amparemo-nos aos outros.
A nossa Doutrina Consoladora é Sol e não devemos esquecer que a vida é ação permanente, porque a
inércia, em toda parte, é sempre a antecâmara da estagnação ou da morte

3a. reunião:
POR QUE DO ESTUDO CONTINUADO DO EVANGELHO DE JESUS E DA DOUTRINA ESPÍRITA?

Preâmbulo

Tomemos por base dois conceitos importantes:

Importante conhecer, a fim possa a definição ser compreendida:

a) Liberdade – sentimento que se verifica como efeito da paz de consciência, ou seja, quando nossa
atitude, pensamento ou palavra se aproxima, pelo esforço, pela dedicação e pelo trabalho da
verdade absoluta, encontrada na Boa Nova de Jesus.

b) Malícia – sentimento que expõe o conhecimento do resultado negativo do pensamento, da atitude
ou da palavra; observar que “malícia” tem a mesma raiz morfológica de “mal”. Ocorre “malícia”
quando se conhece o resulta e “inocência” quando não se reconhece o efeito da manifestação.

c) Libertinagem – é a atitude, pensamento ou palavra que se emana sem verificação dos seus efeitos;
ação por impulso, sem medir os resultados (sem uso do raciocínio).

d) O verbo “fazer” enseja permanência e o verbo “agir” enseja estado, transitoriedade.

O estudo do Evangelho de Jesus em consonância com a Doutrina Espírita concede os recursos para as
escolhas mais justas, oportunas e humildes.

A escolha é efeito do livre-arbítrio, concessão divina a todas as suas criaturas e que se manifesta em
diferentes potências em cada uma delas, em razão do grau de maturidade particular. “A cada um, de acordo
com suas obras”.

Como consequência desta prerrogativa, a escolha entre a virtude e o vício se estabelece a partir das
vivências e experiências que cada criatura divina se permite ao longo de seu progresso incessante e
imortal.

“Cada um dá o que tem para dar.”

“Mas, cada um só recebe do que deu”.

Considerando que “humildade” é observar com fé e racionalidade às Leis Divinas, é escolha que se
contrapõe ao “orgulho” que é a presunção de criar leis pessoais concorrentes às verdades absolutas; não
haverá humildade, sem amor, isenta de caridade e descompromissada com a justiça e com a misericórdia;
somente com o estudo dedicado do Evangelho e da Doutrina Espírita estaremos preparados para agir com
liberdade.

Até lá, em geral, seremos dirigidos por ações magnéticas e de vontade alienígena (além de nós) a que nos
permitimos.

Por que do estudo continuado do Evangelho e da Doutrina Espírita?

Imprudente situar a resposta somente do cunho de nossa atividade no Grupo de Orações.

Tendo em vista que o mesmo é apenas mais um espaço/ tempo para nossa organização em fé e
racionalidade na promoção de exercitarmos o amor, através da caridade, a resposta, obrigatoriamente,
deverá ser universalista.

“Conhece a verdade e ela vos libertará”
“Espíritas: Amai-vos e instruí-vos”
“Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas de Humanidade.”

As recomendações partem de Jesus, de “Espírito de Verdade” e de Kardec.

Portanto, possuem caráter finalista, independe de interpretações e são absolutas.

O progresso moral, nossa evolução, sempre requer a informação como base e sempre advirá do progresso
intelectual.

A informação quando interiorizada e estabelecida como “compreensão”, ou seja, “entendimento + certeza
absoluta” que esse é “o caminho, a verdade e a vida” se emanará de modo reflexo nossa atitude em favor
do que é “útil, verdadeiro e bom”.

Considerando isso, fica evidente que o que nos leva ao Evangelho e a Doutrina Espírita é nossa fé, mas, o
que nos mantém neles é a nossa inteligência ou fé racionada.

O estudo continuado favorece e garante o acesso a informação maiúscula da virtude.
Mas, em si, não tem o condão de nos fazer cristãos ou espíritas.
Com certeza, proporciona o status de “estudantes” do Evangelho e “estudantes” do Espiritismo.

Somente as nossas atitudes é que poderão nos apresentar como cristãos e espíritas.
Entretanto, sem aflições e ansiedade. É o processo natural:

Vontade de informar-se ▶ Acreditar na informação ▶ Praticar os preceitos havidos da informação ▶ Medir seus resultados ▶ Escolher pela adoção do preceito (conscientização) ▶ Libertar-se!

Como estudar o Evangelho de Jesus e a Doutrina Espírita?

Compreendamos que saímos do estado de “centelha divina” e estamos em pleno processo de nossa
evolução anímica.

O estágio atual no Reino Hominal nos credencia ao raciocínio, ou seja, a capacidade de medir resultados,
tornando, portanto, tudo previsível.

E como estagiários estamos sendo orientados pelas Leis Divinas até nos tornarmos “deuses”, quando
nosso sentir, agir, pensar e falar será tal como os de Jesus, obtendo a capacidade de orientar os que vêm
na retaguarda e tal com fez o Cristo, através da “disciplina” estabelecer em nós a autoridade moral, ou mais
exatamente, fazendo, agindo suave e espontaneamente o que se prega.

Enquanto não escolhermos e decidirmos ser desta maneira iremos passar por mecanismos de pedagogia
incessantes, a fim possamos nos graduar em nossa essência: liberdade!

O primeiro deste protocolo didático são as “normas de conduta”.

As “normas de conduta” não se confundem, nem coincidem necessariamente com as “normas de
comportamento”.

Isto decorre em função de estarmos sujeitos as “normas de conduta” e termos o nosso próprio “jeito de ser”,
ou, nossas “normas de comportamento”.

As “normas de conduta” estão em todos os lugares e em todos os tempos de nossa vivência como Espíritos
imortais e permanecerão até que nossa opção seja definitiva pelo amor, em seu mais puro sentimento, ou
seja, onde se manifeste naturalmente a justiça e a misericórdia, concomitantemente e em harmonia.

Assim, percebem-se as “normas de conduta” no ambiente doméstico, cultural, social, recreativo, religioso.
No trânsito, no restaurante, no parque, no elevador, etc., sempre somos alcançados pelas “normas de
conduta”.

São leis, regras, disposições.

Algumas naturais, outras regulamentadas.

Mas, toda “norma de conduta” carrega consigo uma cláusula penal. Uma punição que surge quando de sua
inobservância. Por punição entende-se deste a censura de um olhar, o silêncio constrangedor, o diálogo
sinalizador amistoso ou severo, o monólogo que registra o sentimento desenvolvido, a admoestação, o
castigo, a multa, a repressão, a coesão, a restrição e por aí vai.

Poderíamos nos indagar se a punição nos é necessária. A resposta é algo particular, fruto da pesquisa
intima de cada um de nós, e que tem caráter dinâmico porque depende do grau de maturidade de cada um.
E o grau de maturidade, como se sabe, é algo que se modifica dia-a-dia.

Entretanto, estagiários que estamos em mundo de “expiação e prova”, a resposta tende ser a mesma para
todos: sim! A punição será ainda de recurso para favorecer a dádiva da consciência, que regra a
“disciplina”.

Injusto, todavia, não lembrar que a inteligência tenha a competência natural para conduzir-nos para a
disciplina, sem a opção pela punição, seja da maneira como ela se apresentar.

Esta ideia surge como método de aprendizado, em função de promover uma reflexão e, por conseguinte,
uma investigação na “norma de comportamento”. Em geral, a “norma de conduta” influi decisivamente para
a adoção de novas “normas de comportamento”.

Mais exatamente, na medida em que o constrangimento da punição nos concita a um exame e favorece
conclusões, existe a disposição para alterarmos as “normas de comportamento”. É o chamamos,
comumente, de aprendizado.

Todavia, a “disciplina” surge quando ocorre a percepção lúcida e lógica do que é certo e digno, justo e
oportuno de ser atendido, fazendo emanar um estado de consciência, criando um comportamento que
coincide com a “verdade absoluta” que está no Evangelho e que sobrevive independe de qualquer
mecanismo de punição para ser vivenciada.

Vamos a um exemplo:

No trânsito existe uma “norma de conduta” que determina que quando o semáforo estiver na cor vermelha
fica o motorista obrigado a parar seu veículo.

Caso não o faça, fica sujeito a multa pecuniária e em sua Carteira de Habilitação são registrados pontos
negativos.

Portanto, normal que no início o motorista cumpra esta “regra de conduta” por receio de ser punido, mesmo
que sua “norma de comportamento” seja de passar o semáforo na cor vermelha e, que, normalmente o faz,
enganando-se com desculpas como questões de segurança, pressa, etc.

A “disciplina” surge quando o motorista reconhece que é necessário respeitar o aviso, propiciando
prudência e segurança; a “disciplina” emana quando pelo entendimento o motorista, independente de
qualquer punição, compreende que é necessário agir de modo a favorecer a força ao direito alheio.

Portanto, quando nossa atitude for caridosa, estaremos agindo por consciência, prevendo resultados
ponderáveis de liberdade.

Tendo esse arrazoado em vigilância, compreendemos que estudar o Evangelho e a Doutrina Espírita é
muito mais do que ter acesso ao conjunto de suas informações.

Somente se estuda o Evangelho e a Doutrina Espírita experimentando.

E trata-se de uma experimentação pessoal.

Primeiro, verificando as diferentes maneiras de se estudar e testando cada um delas: a) sozinho; b) em
grupo; c) alguns assuntos sozinhos e outros em grupos; d) participando de seminários, cursos, ações
doutrinárias.

Uma vez que reunimos a informação ou um compêndio delas, passamos as experimentá-las na prática.

Em seguida, investigamos os resultados desta vivência.

Verdade que alguns resultados saltam aos olhos e de modo quase imediato, e outros resultados solicitarão
“olhos de ver e ouvidos de ouvir” e pode solicitar um tempo um tanto maior.

Recorde-se, todavia, de Emmanuel: “Todo aquele que já tem uma semana de Evangelho, pode mudar seu
próprio mundo.”

Mensagem da 3ª Reunião do PRQ

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, do que ser consolado;
Compreender, do que ser compreendido;
Amar, do que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
É perdoando que se é perdoado,
E é morrendo que se nasce para a vida eterna

4a. reunião:
O QUE ACONTECE NAS SALAS E NOS AUDITÓRIOS ONDE SE REALIZAM ATIVIDADES DE NATUREZA INTERDIMENSIONAL?

Preâmbulo

Desde as narrações de André Luiz, o estudo do Espiritismo passou a registrar a vida cotidiana no mundo
espiritual.

As precisas observações deste “repórter do além” foram fundamentais para assegurar que a morte do corpo
é apenas uma mudança de estado da matéria, ou mais exatamente, da agitação das moléculas da matéria.

Ao morrer do corpo físico, ingressa-se naturalmente no plano mais sutil e mantêm-se as mesmas
características, predileções, hábitos, costumes, opiniões, definindo de fato, que continuaremos a viver e
conviver basicamente como o fazemos no modelo hoje identificado.

Correto, todavia, considerar que dependendo do grau de materialidade que cada Espírito se permitir mais
suave ou mais grosseiro será o retorno às nossas esferas originais, carecendo de maior ou menor tempo de
adaptação.

Estes dados constam desde o primeiro livro da série Nosso Lar até o último e autores outros trouxeram os
mesmos cenários, tanto pela amorosidade de Chico Xavier como de Divaldo P Franco.

Neste panorama surge a “Casa de Maria Luiza”, casa transitória, sediada nas dimensões do Espírito, onde
são recepcionados recém-desencarnados, com os devidos méritos para este tipo de acolhimento.

A “Casa de Maria Luiza” é a organização espiritual a que o Grupo de Orações se vincula por força das
afinidades e sintonias desenvolvidas e por ser a materialização do sentimento e dos ideais dos Espíritos
maduros que ali permanecem, em estágio de exercitação amorosa, através dos recursos incessantes da
caridade.

Antes nominada apenas de “casa transitória” afirmando seu objetivo, é conhecida por “Casa de Maria Luiza”
em alusão e reconhecimento à sua fundadora, Maria Luiza.

Este Espírito banhado em luz e fraternidade plasmou em espaço dimensional próximo do conhecido e vivido
pelos encarnados, um espaço de acolhimento e esperança, dedicado ao respeito e a compreensão para
com todos os seus hóspedes e para com todos os seus colaboradores.

O espaço que a casa ocupa é volante, ou seja, não está instalado em local fixo e imóvel. Mesmo porque é
forma-pensamento e diante disso, sempre dinâmica.

Atualmente e desde quando os próprios Mentores escolheram o endereço que abriga hoje em dia as
estruturas materiais do Grupo de Orações, a “Casa de Maria Luiza” se estabelece, concomitantemente, em
tempo e espaço, sobre as mesmas fronteiras, mas, em dimensão diferente.

A “Casa de Maria Luiza” possui setores que se dispõe em diversos espaços interregnos dimensionais,
funcionando de acordo com as leis universais de atração ou repulsão das emanações magnéticas que as
caracterizam.

Desta maneira, encontramos nas regiões mais próximas de nossas energias densas, um ambiente que
lembra as antigas casas de fazenda. Cercada de muros que parecem construções nebulosas, encontra-se
portão de altura respeitável e de duas folhas. Ao se passar pela entrada, nota-se à esquerda um pequeno
lago, rodeado de árvores frutíferas de várias espécies, formando um anel de cores e perfumes
permanentes.

O terreno é tomado de uma gramínea verdejante e de toque suave, sendo que à direita da entrada, em
relevo mais elevado, encontra-se a casa propriamente dita. A mesma obedece a uma arquitetura agradável
com varanda que envolve toda a casa, com grandes janelões, onde não se registra nem persianas, nem
portas. Existem os batentes, todavia.

Na varanda está disposta mobília que combina com o estilo rural da casa.

Estando na varanda da casa e olhando o “pequeno lago” com suas árvores em frente, tem-se à esquerda
uma horta de valor e boa produção, que fica a cargo especialmente das crianças seu zelo e evolução.
Olhando-se à direita, estando ainda na varanda, reconhece-se o “bosque de pinheiros” devidamente
organizados e dispostos, favorecendo o fornecimento de energias renovadoras e da brisa que se lhe
acaricia o desenho.

Atrás deste bosque, encontra-se o “grande lago”, abastecido por pronunciada cachoeira de três quedas
mais ou menos dispostas entre si e ladeadas de vasta vegetação em tons diversos de verde.
As águas cristalinas do “grande lago” se comunicam com as do “pequeno lago” por meio de um regato raso,
em cujas margens, estão produzindo cor e odor, delicadas flores de permanente vida. O trecho do pequeno
curso de água está todo situado dentro do bosque.

Voltando a casa, a mesma apresenta, nesta faixa vibracional, os singelos e aconchegantes apartamentos
que servem de moradia temporária para os Espíritos recém-desencarnados necessitados e merecedores de
um momento de adaptação à vida espiritual, após a passagem pelas vestes encarnatórias.

Os ditos apartamentos possuem porta e têm suas janelas dando para o bosque e são surpreendidos pelos
raios de sol desde a alvorada até o meio da manhã, garantindo o fornecimento da energia vital própria para
este momento. Cada aposento possui uma cama, um criado mudo, uma mesinha com a devida cadeira,
mais uma cadeira de canto. Sobre a mesa, encontra-se uma moringa para água, um copo e um vaso de
flores sempre vivas.

A sala da casa é muito ampla e está organizada em pequenos espaços, de decoração simples, mas, que
despertam suavidade e produzem quietude. Há música ambiente em estado permanente.
Existem locais próprios para a higiene e para a produção de alimentos, considerando a natureza e
destinação de uma “casa transitória”.

Em estados vibratórios mais elevados que este, ocupando as mesmas áreas da casa grande, encontram-se
as salas de tratamento espiritual, que conservam vínculos com os ambientes materiais do Grupo de
Orações, em especial, a sala 7 (assistência especializada), a sala 2 (sala de passes de amor) e a sala 6
(irradiações e diálogo fraterno). Mas, todo espaço material do Grupo tem sua associação a estes endereços
dimensionais mais delicados do que os apresentados.

Nestas regiões destaca-se a cor branca e os ambientes são bem amplos, normalmente não sendo possível
guardar-lhes as restrições de área em nenhuma direção.

A população da “Casa de Maria Luiza” é importante. Desde a própria Maria Luiza, um ser em luz, mas, que
se apresenta com uma senhora próxima de seus 70 e tantos anos, cabelos esbranquiçados, olhos claros e
um rosto admirável que emana tanto amor e paz, que contagiam a todos, regrando a atitude rotineira dos
colaboradores desta Casa.

Maria Luiza, igualmente, se apresenta com um vestido claro e sempre, sempre está com um avental deste
preso atrás do pescoço e que lhe abraça até quase os joelhos.

São muitos os que ali permanecem. Quer em atividade de auxilio, quer em momento de adaptação.
Encontram-se ali muitos dos Mentores que se ocupam do Grupo de Orações mais nominalmente, como
também se percebem visitantes encarnados, desprendidos do corpo físico quando do sono biológico.

A atividade do estudo, da prece, do auxilio são permanentes, sendo seguro, entretanto, os momentos de
laser e repouso de um número razoável de colaboradores, ainda mais associados as experiências
encarnatórias.

Todos os Cooperadores do Grupo de Orações conhecem essa Casa. Quando do sono físico, somos
atraídos ou somos levados pelos Espíritos que guardam conosco mais contato para que possamos
participar das atividades pedagógicas e de assistência, assim como, para podermos ser alvos de terapias
de energização, esclarecimento e renovação de pensamentos positivos e inspiradores.

Essas visitas respeitam o interesse, à vontade e a maturidade de cada um.

A grande maioria das assistências que ocorrem em nosso Grupo é realizada adrede antecipadamente na
“Casa de Maria Luiza” ocupando espaço no campo material somente a manifestação em dado campo
vibracional, gerando compensações psicológicas e tomadas de oportunidades de educação do próprio
Espírito, por meio das regras de conduta aplicáveis em qualquer movimento que associem pessoas.

Conclui-se, então, que os vínculos entre os campos materiais e espirituais são ostensivos e permanentes,
garantindo a plena e constante exercitação do amor, através da caridade.

Vale comentar que desde Euclides, na Grécia Antiga, com as definições matemáticas das “três dimensões”,
até os conceitos atuais das “Supercordas”, passando maravilhosamente pela “Teoria da Relatividade” de
Albert Einstein, o número de dimensões é bem mais amplo do que as definidas 10 ou 11 e entre elas, ou
seja, entre uma dimensão e outra, outros tantos espaços-tempos são “moradas da Casa de meu Pai”

O que acontece na Espiritualidade durante as atividades no Grupo de Orações, enquanto de nossas oportunidades para “exercitar o amor, através da caridade”?

De modo bem simples, a mesma situação que ocorre nas condições materiais.

Os Mentores, os Espíritos que adotam o Cristianismo com mais vontade e, portanto, na espontaneidade já
vivenciam a fraternidade, também estão em programa de progresso e evolução. Desta maneira,
permanecem em estados de necessidade e mérito para exercitaram o amor, através da caridade.

Evidentemente, em graus diferentes dos quais estamos sujeitos. Mas, mesmo assim, haverá normas de
convivência, serão necessários trabalhos, esforços, dedicação e paciência.

Ao lado desta plêiade de Espíritos, permanecem outras tantas entidades em mecanismos de educação de
seus próprios espíritos, experimentando a oportunidade e a confiança divina na união de talentos e
somatória de virtudes.

A gama é bem variada. Desde os mais donatários da compreensão do amor, até os que semelhantes a nós
tateiam nos primeiros contatos com a Doutrina do Amor e da Libertação.

Alguns, por terem saído de fileiras materiais e já com inclinações para o bem comum e outros que
reencarnarão com a confiança de se filiarem a famílias e grupos com estas tendências.

Assim compreendendo, existem vários planos de serviço entre as percepções materiais do Grupo de
Orações e as organizações sutis da Espiritualidade.

Examine o quadro seguinte, com relação às ações das Entidades perante os Encarnados de um
modo geral.

Somando estes aspectos, compreendemos que o Grupo de Orações é estratificado e cada patamar
responde a um determinado plano vibracional e dentro de uma dimensão específica.

Existem fluxos de matéria mental que transitam pelos diversos patamares, sendo claro que as vibrações
cuja frequência se estabelece na classe de “ultracurtas” atuam em todas as demais, “curtas”, “médias” e
“longas”. O contrário, no entanto, não ocorre.

Sabe-se, por André Luiz, que a matéria mental dos Espíritos Superiores vibra em frequências próximas de
300.000 kHz e as de nosso pensamento rotineiro vibra em frequências próximas de 100 kHz. Quando em
prece sincera ou em oração dedicada, nosso pensamento pode chegar a 25.000 kHz.

Isto garante que para vivenciarmos uma experiência mental com os Espíritos Superiores é necessário que
nosso pensamento se aproxime de frequências elevadas, algo possível quando permanecemos
concentrados em nossa tarefa, motivados ao serviço do bem, da verdade e da utilidade, vigilante e decidido
ao aproveitamento maior da oportunidade da cooperação nas atividades espirituais.

Seguro que os Mentores e Espíritos dedicados às atividades amorosas junto ao Grupo de Orações, assim
com em qualquer endereço onde a palavra de Jesus se manifesta com lealdade, igualmente situaram seus
pensamentos em ondas curtas, próximos de 60.000 kHz permitindo certo assédio psíquico e promovendo a
comunicação mediúnica.

A produção da matéria mental de cada médium é peculiar a ele e a somatória com as matérias mentais de
outros cooperadores, forma uma única matéria mental.

Esta matéria mental, formada pelo grupo de cooperadores encarnados, tem características próprias e que
não se confundem com outros grupos.

Da mesma maneira, a equipe de cooperadores desencarnados designados para cada atividade espiritual
produz uma matéria mental específica.

Da união destas duas matérias mentais é que surgirá o programa para “consolar, instruindo” e “instruir,
consolando” dentro do Evangelho de Jesus.

Esta prerrogativa associada com a premissa que, em geral e na maioria das atividades espirituais ocorrem
antes nas esferas espirituais nas dependências da Casa de Maria Luiza é que justifica que as equipes de
assistências sejam sempre as mesmas, ou que haja mínimas alterações.


Mensagem para a 4ª Reunião

Impedimentos, Fonte Viva, Capítulo 12, Emmanuel, Francisco C Xavier

“Pondo de lado todo o impedimento… corramos com perseverança a carreira que nos está proposta”. –
Paulo. (HEBREUS, 12:1.)

Por onde transites, na Terra, transportando o vaso de tua fé a derramar-se em boas obras, encontrarás
sempre impedimentos a granel, dificultando-te a ação.
Hoje, é o fracasso nas tentativas iniciais de progresso.
Amanhã, é o companheiro que falha.
Depois, é a perseguição descaridosa ao teu ideal.
Afligir-te-ás com o fel de muitos lábios que te merecem apreço.
Sofrerás, de quando em quando, a incompreensão dos outros.
Periodicamente encontrarás na vanguarda obstáculos mil, induzindo-te à inércia ou à negação.
A carreira que nos está proposta, no entanto, deve desdobrar-se no roteiro do bem incessante…
Que fazer com as pessoas e circunstâncias que nos compelem ao retardamento e à imobilidade?

O apóstolo dos gentios responde, categórico:

“Pondo de lado todo o impedimento”
Colocar a dificuldade à margem, porém, não e desprezar as opiniões alheias quando respeitáveis ou fugir à
luta vulgar. É respeitar cada individualidade, na posição que lhe é própria, é partilhar o ângulo mais nobre
do bom combate, com a nossa melhor colaboração pelo aperfeiçoamento geral. E, por dentro, na intimidade
do coração, prosseguir com Jesus, hoje, amanhã e sempre, agindo e servindo, aprendendo e amando, até
que a luz divina brilhe em nossa consciência, tanto quanto inconscientemente já nos achamos dentro dela
.

6a. reunião:
AS ASSISTÊNCIAS ESPIRITUAIS

Preâmbulo

Por “Assistência Espiritual”, aqui entendida, compreende-se toda e qualquer iniciativa de “exercitar o amor,
através da caridade” por meio de métodos determinados, em local e horário definidos, que reúne Espíritos
sintonizados pela mesma causa, observantes das Leis Divinas e capacitados nas fluidoterapias.

Os métodos determinados observam uma sequência de situações que têm como objetivo “consolar,
instruindo” e “instruir, consolando”.

“Quando consolamos, nos instruímos. Quando instruímos, nos consolamos.”

A “assistência espiritual” parte do preceito que toda experiência é bênção, em razão da oportunidade que
faculta ao progresso.

Por conta desta premissa respeita a oportunidade do aprendizado, ocupando-se de causas e não de efeitos.

Caso as “assistências espirituais” se rendessem aos efeitos, estaria se ocupando da forma e, ao mesmo
tempo, inibindo o processo de aprendizado.

Seria imprudente e leviano.

Não se trata de tirar a dor, mas, sim, de contribuir para o despertamento, incentivando para que cada um
deseje investigar a causa em si mesmo e decidir-se a reparação, tal o programa de resignação que os
estágios nas “provas & expiações” garantem.

Vale lembrar que “todos somos tratáveis, por ordem da Misericórdia Divina, mas, que bem poucos são
curáveis em razão da Justiça de Deus”. (“Evolução em Dois Mundos”, André Luiz, FC Xavier)

Assim, a cura é sempre decisão pessoal quando ocorre a identificação e reparação da causa imprudente
que proporcionou efeito de mesma natureza, solicitando compreensão e mudança de atitude.

A cura sempre será uma oração.

Isto garante que a vivência na Boa Nova é o único remédio que atua nas causas. De imediato, na prudência
e na vigilância de pensamentos, palavras e atitudes e igualmente na vontade e na lucidez da reparação.

A vivência da Boa Nova inicia-se na participação do culto do Evangelho. Quer no ambiente doméstico, quer
no Grupo de Orações ou em qualquer endereço onde a Palavra de Jesus seja divulgada com amor e
lealdade.

Tal lógica faz do culto do Evangelho a principal assistência de qualquer organização cristã.

Como Cooperadores, os membros do Grupo de Orações, compreendendo assim, devem contribuir com o
exemplo verdadeiro de participação, não se permitindo a nenhum outro movimento ao longo do culto que
não seja sua vivência ostensiva, intensa e produtiva.

As “assistências espirituais” se manifestam de diversas formas e em diferentes potências, podendo estar
desde um olhar carinhoso até uma intercessão interdimensional, passando pela medicina dos encarnados e
pelos apelos da prece.

Isto porque observa as Leis Divinas, de necessidade e mérito.

Dentro do Grupo de Orações, procedimentos regulares, de acordo com métodos e em observância a
sistemas definidos, promovem “assistências espirituais” de natureza ostensiva, ou seja, que são percebidas,
materializadas por todos.

São “assistências espirituais” desenvolvidas no Grupo de Orações:

Característica fundamental das “assistências espirituais” é que não existem pólos ativos e pólos passivos.
Todos os que nelas se instalam passam a ser contribuintes e alvos de suas causas e efeitos,
concomitantemente, de acordo, claro, com suas necessidades & méritos.

Isto promove, naturalmente, a caridade.

Independente daquilo que faz alguém vivenciar a assistência espiritual, esse alguém estará agindo em
caridade; o ‘“visitante” – independente de seu estado encarnado ou desencarnado – dá oportunidade aos
Cooperadores – aqui, também, independente de seu estado encarnado ou desencarnado – de agirem no
“bem e na verdade; no amor e na caridade” através do “exercício do amor”, favorecendo o contato de todos
com a consolação & instrução.

Mas, não é somente na atitude para com os outros que se percebe a caridade.
É igualmente na atitude consigo mesmo.

Recordemos das imperatividades de Jesus:
a) “Ide e Pregai”
b) “Eis que vos mando.”
c) “A Seara é realmente grande, mas, poucos são os ceifeiros.”
d) “Resplandeça a vossa luz diante dos homens”

Assim, podemos desenvolver as fórmulas da “Endocaridade” e “exocaridade”.
Bendito seja!

Entendida esta predisposição do Amor Divino, mais claro se tornam os conceitos de Kardec, ao registrar que
“Fora da Caridade não há salvação”.

Diante desta lógica, o Cooperador quando assume o compromisso e a zeladoria por um dia, um horário,
uma assistência e passa a honrá-la de todo o seu coração, com todo o seu interesse e disposição, passa
agir em caridade para consigo mesmo, favorecendo a organização de seus pensamentos, equilibrando suas
emoções, alterando os efeitos de causas imprudentes e invigilantes do passado, amadurecendo,
progredindo e, portanto, gerando bênçãos sobre si mesmo.

Toda “assistência espiritual” contará com entidades desencarnadas especializadas em agência de
colaboração direta e decisiva, e, embora a cooperação de encarnados não seja acessória à assistência, não
o é condição inibidora para ocorrência das mesmas.

Cada “assistência espiritual” carrega consigo uma unicidade de procedimento: Interação das doações de
energias biopsíquicas advindas dos cooperadores encarnados, as manipulações destas energias com o
adensamento dos fluidos dos cooperadores desencarnados e as “necessidades & méritos” dos “visitantes”,
alvos das “assistências”.

Em verdade, todas as “assistências” têm um único padrão de conduta. Energeticamente, todas são bem
semelhantes.

Todavia, seus propósitos sempre serão portadores de convites preventivos e favorecimentos corretivos.
Nas “assistências” desenvolvidas no Grupo de Orações, o Evangelho, a Fluidoterapia e o Diálogo Fraterno
se caracterizam por forte influência “preventiva” e as demais por tendências acentuadas aos “corretivos”.
Nós sempre esperamos algo de Jesus. E Jesus, igualmente, sempre espera algo de nós.

Como devo me comportar durante as Assistências Espirituais?

Tendo sido esclarecido sobre o que é o Grupo de Orações, o que podemos esperar “dele”, o que “ele”
espera de nós, após a compreensão dos motivos que sugerem o estudo permanente do Evangelho e da
Doutrina Espírita e o que ocorre nas dimensões além das percepções da matéria, surge a questão de como
devemos nos comportar durante as “assistências espirituais”.

O comportamento advém de escolha particular e revela o entendimento que fazemos de toda experiência.

Se nossa compreensão desta oportunidade, “exercitar o amor, através da caridade”, tender ao exato, o
comportamento de cada um de nós reflitirá a decisão para uma atitude cristã, naturalmente.

Cada um se comportará como alguém que representa o Evangelho e vivencia-o dentro do Grupo de
Orações, com toda a sua convicção e devotamento.

Apresentar-se-á sabendo que estamos ladeados de todos os pontos dimensionais de Espíritos Luminosos e
Mentores de Amor.

Acolherá que cada um é responsável por si mesmo e isso, por efeito natural, fará com que não existam
percepções sobre os equívocos alheios e tão pouco, os eventuais erros não significarão nada mais do que
oportunidades de exercitar o amor, através da paciência.

Entenderá que lhe cabe fazer o que fora ofertado, seja lá qual atividade for, de modo a cooperar
intensamente, com dedicação, zelo e amorosidade, reconhecendo que tem acesso à causa e que o
resultado independe de sua ação.

Assumirá tal compromisso que sua agenda será inflexível a outros movimentos concorrentes e impeditivos
do atendimento de suas responsabilidades assumidas.

Mensagem para a 6ª Reunião
Tenhamos Fé, Fonte Viva, Capítulo 44, Emmanuel, Francisco C Xavier

”… vou preparar-vos lugar.” — Jesus. (João, 14, 2.)


Sabia o Mestre que, até à construção do Reino Divino na Terra, quantos o acompanhassem viveriam na
condição de desajustados, trabalhando no progresso de todas as criaturas, todavia, “sem lugar” adequado
aos sublimes ideais que entesouram.

Efetivamente, o cristão leal, em toda parte, raramente recebe o respeito que lhe é devido:

Por destoar, quase sempre, da coletividade, ainda não completamente cristianizada, sofre a descaridosa
opinião de muitos.

Se exercita a humildade, é tido à conta de covarde.

Se adota a vida simples, é acusado pelo delito de relaxamento.

Se busca ser bondoso, é categorizado por tolo.

Se administra dignamente, é julgado orgulhoso.

Se obedece quanto é justo, é considerado servil.

Se usa a tolerância, é visto por incompetente.

Se mobiliza a energia, é conhecido por cruel.

Se trabalha, devotado, é interpretado por vaidoso.

Se procura melhorar-se, assumindo responsabilidades no esforço intensivo das boas obras ou das
preleções consoladoras, é indicado por fingido.

Se tenta ajudar ao próximo, abeirando-se da multidão, com os seus gestos de bondade espontânea, muitas
vezes é tachado de personalista e oportunista, atento aos interesses próprios.

Apesar de semelhantes conflitos, porém, prossigamos agindo e servindo, em nome do Senhor.

Reconhecendo que o domicílio de seus seguidores não se ergue sobre o chão do mundo, prometeu Jesus
que lhes prepararia lugar na vida mais alta.

Continuemos, pois, trabalhando com duplicado fervor na sementeira do bem, à maneira de servidores
provisoriamente distanciados do verdadeiro lar.

“Há muitas moradas na Casa do Pai.”

E o Cristo segue servindo, adiante de nós.

Tenhamos fé.

7ª reunião:
A PREPARAÇÃO E A HARMONIZAÇÃO DOS COOPERADORES PARA PARTICIPAR DAS
ASSISTÊNCIAS ESPIRITUAIS

Preâmbulo

O citado “exercício de amor, através da caridade” inicia-se na disposição de ser útil dentro de uma proposta
que convida incessantemente ao estudo do Evangelho e da Doutrina Espírita como meio de contato com a
verdade e a motivação pela lógica e pela lucidez em movimento para a conscientização.

Fundamental que o Cooperador das “assistências espirituais” assim o seja, a partir de uma avaliação íntima
de seus propósitos, a fim possa criar um mecanismo de proteção contra a curiosidade ou contra o impulso,
refletindo uma decisão de cunho maduro.

Curiosidades e impulsos são ilusões e expectativas, normalmente fadadas à decepção e a frustração.

Há uma diferença verdadeira entre ser um “Cooperador de Centro Espírita” e um “Cooperador do
Cristianismo ou do Espiritismo”.

Avaliações íntimas que contemplam ao desejo de experimentar são sadios medicamentos para o progresso
intelectual, favorecendo o discernimento.

Superado a fase da investigação dos propósitos e conhecido as circundantes que caracterizam o espaço/
tempo onde serão manifestados os “exercícios de amor, através da caridade”, importante compreender o
que podemos esperar desta oportunidade, o que esperam de nossa contribuição e quais os métodos e
ideais sustentam as iniciativas.

“Muitos são os chamados, poucos são os escolhidos”, ensina o Evangelho. Não basta dizer-se cooperador.

É preciso vivenciar a cooperação.

Assim entendido, o Cooperador de uma “assistência espiritual” necessita conhecer que as normas de
conduta a ele oferecidas são medidas de incentivo a experimentação e a uma constante investigação de
resultados, permitindo-se a sentir os efeitos e deles fazer sua opção de comportamento e consciência.

Não se trata de “trabalhar” em uma Instituição, de ser voluntário. Trata-se de se conhecer. Perceber seus
próprios talentos e virtudes. E identificar a potência em que eles se encontram.

“O risco” de nos conhecermos melhor, segundo nosso Vô Bento, é nos apaixonar por nós mesmos.

E com isso, passarmos a ter a possibilidade real de vivenciar o ensinamento de Jesus: “ama a teu próximo
como a ti mesmo.”

Portanto, a vivência de um número de horas semanais em um asilo como o Grupo de Orações é
oportunidade de tomarmos a nós mesmos no coração e fazermo-nos criaturas conscientes e por efeito,
libertas das angústias, das temporalidades e dos arrastões emocionais que tanto ainda fazem parte de
nosso cotidiano.

É oportunidade divina em nos fazermos ver e ouvir.

Como medida prática para tal exercitação, a cooperação em uma “assistência espiritual” tem fundamento na
conscientização do que somos e na habilitação da tarefa que se produz pelo esforço e dedicação à
“utilidade, a verdade e a bondade”.

Necessário perceber que todo o movimento nos favorece a empreendermos valores para nossa melhoria
interior, nosso aperfeiçoamento e ao desenvolvimento de hábitos novos.

A dedicação começa no preparo para o serviço. Algo diário e sistemático. Precisamos estabelecer
afinidades com os Espíritos mais adiantados, que permanecem atuando nas assistências.

Tal preparo inicia-se em assumir o compromisso de modo real. Algo que vai além de agendar dia e hora
para cooperar em dada assistência.

É preciso que se assuma com todo o interesse, com toda a vontade, com toda a compreensão.

Para tanto, a Espiritualidade nos sugere algumas poucas providências; mas, compreenda que as
observâncias de solicitudes favorecem-nos como Espíritos; e não somente como “cooperadores” em
“assistências espirituais”.

Deste modo, a assistência começa pela percepção e consciência da realidade.

Estamos tais estagiários em um mundo de “provas e expiações”. Pela lógica, naturalmente, podemos
esperar por “provas e expiações” ao longo de nossos dias. Esperar significa que é algo previsto, que não
nos alcançará de surpresa, promovendo medicamento contra inconformismos, rebeldias e suas
consequências.

Pela fé e pela observação, sabemos igualmente que tudo é “justo & misericordioso”, que tudo é transitório,
que tudo tem solução, que tudo é pedagógico e que tudo é previsível.

Diante desta premissa, nossa atitude diária deve desenvolver mecanismos para agenciar estes parâmetros
e favorecer com intensidade o efeito de sermos imortais.

Ora, quem é “imortal” e ocupa o Espírito com esta certeza inibe seus agentes contrários: a ansiedade, o
imediatismo, a preocupação, o abatimento e a depressão.

Mera questão de vontade.

Mera questão de trabalho.

Tomando estes elementos por base, a prece ao iniciar do dia é sempre remédio providencial. A prece que
deve ser sempre um diálogo com Jesus, com Deus será em muito auxiliada pela leitura de uma pequena
página do Evangelho. Fica valorosa contribuição para que sejam adotados como livro de leitura para estas
sadias contribuições, as obras da série “Fonte Viva” de Emmanuel, através de Chico Xavier.

São quatro livros: “Caminho, Verdade e Vida”, “Pão Nosso”, “Vinha de Luz” e “Fonte Viva” que juntos
formam 720 mensagens de cunho doutrinário, a partir de citações do Novo Testamento, interpretadas com
exatidão e plenitude de emoção pelo atual e principal coordenador para nossa liberdade, através da
inteligência.

A leitura não silenciosa acionará mecanismos de atenção úteis e organizará as disposições para um novo
dia de experimentações, progresso e atitudes inteligentes para a colheita futura.

A prece cria mecanismos de defesa, revitalização de ideais nobres e reenergização de forças de todas as
naturezas, além de prover de fluidos sadios a aura e dulcificar o coração daquele que nela investe.

Se tudo isso não bastasse, incentivam o fortalecimento dos vínculos de afinidade com Espíritos que nutrem
os mesmos desejos, Espíritos esses que permanecem em estado de dedicação constante em benefício
coletivo, através da Doutrina do Amor e que estão em torno de nós, quando de nossas atividades nas casas
de respeito às leis de nosso Pai, como o Grupo de Orações.

Iniciando a jornada do cotidiano nesta idealização, nossa iniciativa e capacidade de “orai e vigiar” se
manifesta e se amplifica.

A resistência moral no enfrentamento das “expiações e provas” que merecemos vivenciar torna-se, desta
maneira, mais simples, em razão da força íntima e da companhia amorosa de entidades colaboradoras com
nosso programa de evolução.

Muito salutar, igualmente, que nos dias em que não estivermos comprometidos com as atividades do Grupo
de Orações fisicamente, façamos a opção em permanecer neste movimento através do pensamento.

Trata-se de percebê-lo como um repositório de energias saudáveis, além, de formar círculos de simpatia e
amizade com os Espíritos mais maduros que ali estagiam, igualmente.

Esta possibilidade se manifesta se tomarmos alguns minutos, nos tempos que usualmente estaríamos no
Grupo ou nos horários conhecidos do início dos Evangelhos diários, para, em prece, nos levarmos em
pensamento até a Casa e estabelecer um vínculo de emoções, irradiando nosso pensamento por todo o
espaço interdimensional, buscando respirar aquela atmosfera e integrarmo-nos com as Entidades
benfazejas.

As elucidações até aqui demonstram que estar preparado é garantia de aproveitamento para todo aquele
que pretende educar seu Espírito através dos programas harmônicos dos “exercícios de amor, através da
caridade” em propostas metódicas e sistemáticas.

Todavia, tais atribuições são agentes beneficiadores de nossos Espíritos. Sempre necessário ter em foco
que o assunto é a nossa evolução e não nossa atuação na casa de estudos espíritas, ou casas do
entendimento que forem sobre a vivência no Amor.

Valioso ainda recordar que as “assistências espirituais” ocorrem especial e principalmente nas dimensões
da “Casa de Maria Luiza” antes de se materializar. Normalmente, estas ocorrências são vividas nos horários
da madrugada de nosso tempo, quando do nosso sono físico.

Considerar que nosso pensamento se desprende do organismo fisiológico naturalmente. Por conta das
forças de atração & repulsão, o pensamento irá automaticamente para onde, ao longo do dia, nos
preparamos para ir.

Pelo visto, precisamos, assim, ser atraídos ou levados até a “Casa de Maria Luiza”, garantindo nossa
cooperação verdadeira.

Para sermos atraídos ou levados até a casa transitória que guarda identificação vibratória e de afinidades
com o Grupo de Orações, necessário que nos movimentemos para o bem ao longo de nossos dias.

A atração vem por forças magnéticas afins que nosso pensamento, palavras e atitudes criam e se
impressionam em nossas auras.

A condução até a casa transitória é fruto:

Importante conhecer, ao mesmo tempo, os impeditivos para nossa vivência desprendida do corpo físico nas
tarefas antecipadas das “assistências espirituais” que ocorrem no Grupo de Orações, com fins de
repositório de energias magnéticas e alivio das tensões psicológicas:

A verdade registra que se passamos um dia organizando nosso pensamento em temas positivos,
esperançosos e alegres, voltados para a realidade, impregnamos nossa aura com estas disposições e
seremos, ao desprender, naturalmente atraídos para ambientes vibracionais de mesma natureza, como a
“Casa de Maria Luiza” ou instituições de mesmo gênero.

Todavia, se nos permitimos aos exageros de toda espécie, contradições de toda sorte, se materializamos
nosso dia, da mesma forma, tomaremos nossa aura com estas energias e quando do sono físico, nosso
pensamento será atraído para ordens dessa essência ou permanecerá em um intervalo dimensional, semi
aprisionado às contingências do corpo físico.

Se os mecanismos de atração são uma realidade, a justiça divina sempre caminha de mãos dadas com a
misericórdia divina. Possíveis, então, mesmo um tanto impregnados de exageros mecânicos (os que entram
pela boca do homem), como pelos exageros psíquicos e psicológicos (os que saem pela boca do homem)
que os Mentores possam conduzir-nos à oportunidade pedagógica da utilidade, levando em conta o todo e
não a parte ou a nossa necessidade de tratamento específico.

A vivência da “assistência espiritual” na “Casa de Maria Luiza” nos outorga o direito de sermos
cooperadores quando da satisfação psicológica da “assistência” em grau material.

Pelo exposto, a prece ao dormir, tem sua real validade, mas, não tem o condão de dispersar de nosso
pensamento todo o estoque de energias materiais, advindas da preocupação, da ansiedade, das fobias, dos
excessos emocionais e físicos que ali acumulamos ao longo do dia.

É claro, portanto, que a preparação é requisito para o pleno e sadio aproveitamento dos “exercícios de
amor, através da caridade” que a Espiritualidade amorosamente nos oferece para a educação e dignificação
de nossos Espíritos.

Além da preparação, organizada em três ações específicas, “a prece acompanhada da leitura diária”, “o
comprometimento emancipado de estabelecer vínculo com o Grupo”, “a atitude organizada para o serviço
quando desprendido do corpo físico”, concomitante com o culto semanal do Evangelho no lar, necessário
que se promova a “harmonização”.

A harmonização é a decisão de estabelecer sintonia com a Espiritualidade.
Importante conhecer que os Espíritos são especializados nas tarefas da fluidoterapia e tal ocorre entre nós,
o desencarnado igualmente se dedica com mais qualidade em determinada assistência.

Os Espíritos voltados para a garantia da qualidade dos métodos das “assistências espirituais”, dado à sua
condição evolutiva, possuem determinada característica magnética e situam seus pensamentos em ondas
eletromagnéticas que ainda não estamos aptos (dispostos, seria mais certo escrever) a sintonizar, em
nosso cotidiano.

Isto sugere que quando da efetivação da atividade materializada da “assistência” que o Cooperador
encarnado se dedique a estabelecer os mecanismos de sintonização com a equipe desencarnada, afeita
àquela atividade.

Como harmonizar-se com a Espiritualidade para o pleno usufruto da assistência espiritual?

O tempo necessário para atender este método depende de cada Cooperador. Além disso, pode ser que
existam fases em que a mesma pessoa se perceba harmonizada em tempo menor ou maior do que
costume.

Isto ocorre em função de sermos criaturas ainda instáveis e em função das fases de vida a que cada um
experimenta.

A necessidade da harmonização contempla a lógica que, uma vez harmonizados já estamos em sintonia
estreita com a Espiritualidade tarefeira dos “exercícios de amor”.

Isto significa que nosso estado mental e vibratório se estabeleceu em condições de cooperação com os
Mentores.

Se nos permitirmos qualquer alteração deste estado mental, prejudicado fica nossa potência em auxilio.

Se nos autorizamos a sair da sala para atividades sem relação com a assistência, se nos outorgamos o
direito de tratar de assuntos diversos, de interesse exclusivo, de saciar uma vontade perdemos a
harmonização e comprometemos nossa disposição em vivenciar esta delicada oportunidade de contato com
a solução de nossas inquietações e prevenção de mecanismos pedagógicos conduzidos pela justiça divina.

Da mesma forma, abrir mão da “harmonização”, não considerando seus efeitos, reduzindo seus benefícios,
não dispensará que vivenciemos um período de ajuste eletromagnético entre nós e a Espiritualidade.

(1) A mais produtiva maneira de se harmonizar é a vivência do Evangelho. Em segundo lugar a digna
participação no culto do Evangelho coletivo
.

Não há mágica e nem exceções nas relações mediúnicas.

Isto significa que, no exercício da atividade, parte inicial do tempo será consumida neste ajuste,
promovendo alterações nos resultados que a assistência pode favorecer-nos e exigindo da Espiritualidade
atenção em nossos sentidos a fim possa nos adequar ao processo.

Em outras palavras, viemos para ajudar e nossa desatenção solicitará ajuda.

Somos médiuns. Todos nós. Alguns, em razão da tarefa mediúnica, manifestam as comunicações, outros
experimentam apenas os processos inspirativos.

É através desta natural aptidão e capacidade que ampliamos nossa capacidade de cooperação e
igualmente, através do mesmo recurso, que nos perturbamos, muitas vezes.

Honrar e valorizar a oportunidade do “exercício de amor, através da caridade” é nosso dever para conosco
mesmo e reconhecimento à bondade e confiança divina em nossos talentos e virtudes.

Isto facilita o entendimento da esperança de Frei André(2) quando solicita: “Se ainda não conseguimos ser
‘homens de bem’, sejamos, ao menos, homens para o bem.”

Não somos anjos.

Ainda.

A Espiritualidade sabe que estamos em progresso e que, naturalmente, nos equivocamos.

Ainda.

Mas, tomemos a lição de André Luiz: “Faça a tua parte e confia em Deus; mas, lembre-se que Deus
também confia em você.

(2) Mentor que se responsabiliza pelo Grupo de Orações perante aos Espíritos Superiores

Mensagem para a 7ª Reunião
Tempo e Nós, Apostilas da Vida, André Luiz, Francisco C Xavier

Você diz que não tem dinheiro para socorrer aos necessitados, mas dispõe de tempo para auxiliar de
algum modo.

Você afirma que não pode escrever longa carta ao amigo que lhe pede conforto, mas dispõe de tempo para
fazer um bilhete.

Você diz que não possui elementos para clarear o caminho dos que jazem no erro, mas dispõe de tempo a
fim de articular algumas palavras, a benefício dos que se demoram na ignorância.

Você afirma que lhe falta competência, diante das tribunas edificantes, mas dispõe de tempo para essa ou
aquela frase de esperança e consolo.

Você diz que não detém qualquer dom mediúnico que lhe garanta as atividades na sementeira do bem, mas
dispõe de tempo, a fim de colaborar na assistência aos irmãos em obstáculos muitos maiores do que os
nossos.

Você afirma que não retém bastante saúde para alentar essa ou aquela tarefa no bem aos outros, mas
dispõe de tempo que lhe faculte ofertar migalha de gentileza no amparo aos semelhantes.

Você diz que caiu moralmente e não mais pode estender a luz da fé, mas dispõe de tempo para levantar e
seguir adiante.

Você afirma que o companheiro é difícil de suportar, mas dispõe de tempo para renovar-lhe a maneira de
ser, através dos seus próprios exemplos.

Você diz que a dificuldade é insuperável, mas dispõe de tempo a fim de contorná-la, atingindo a realização
do melhor.

Você afirma que a sua felicidade acabou e estira-se na estrada, como se a sua provação fosse mal sem
remédio…

Meu amigo observe o tempo, pense no tempo, aceite o tempo e agradeça ao tempo, de vez que o tempo
recomeça a cada dia e todos nós, com a Bênção de Deus, tudo podemos recomeçar.

8ª reunião:
PASSE DE AMOR E PASSE FRATERNO

Preâmbulo

A abordagem das assistências espirituais aqui apresentadas, não tem caráter operacional, ou seja, não
destinam aos protocolos da assistência.

A pretensão se apoia no sentido de esclarecer as ocorrências além dos métodos, visando garantir que o
entendimento contribua para uma atitude digna e perseverante na observância em sermos zeladores dos
ideais do Cristianismo, da Doutrina Espírita e do Grupo de Orações.

Como uma casa pequena que estuda a Boa Nova e o Espiritismo, compreende-se necessário intensificar os
esforços que cada Cooperador vivencia para o benefício coletivo.

Como zeladores desta vida no Grupo, cada Cooperador deve oportunizar aos demais a possibilidade de
experimentarem, permanentemente, os “exercícios de amor, através da caridade”.

Nos meios físicos, psicológicos e religiosos.

Cabe a cada Cooperador investigar em seu coração como ele pode fazer isso, de modo permanente e
sempre amplificado.

A proposta é lógica. Não é o Grupo que oportuniza. E cada membro do Grupo que gera esse benefício aos
demais membros.

Dentro desta perspectiva, de fato faremos Jesus nosso líder e o Evangelho nosso regimento interno. Interno
de nosso coração, interno do Grupo.

Sem essa consciência, distante deste entendimento, garantidamente formar-se-á uma lacuna, um espaço
vazio e alguém o preencherá desejando garantir a vivência das prerrogativas defendidas pelo Grupo.

Esse alguém, naturalmente, será um Espírito de boa vontade, mas sem a autoridade moral necessária e
portador de mazelas e iniquidades como todos os demais.

Seremos cegos, guiados por cegos.

O arrazoado favorece estudo e clama decisão intima. Somos zeladores. Com funções específicas e
atribuições gerais, mas, capazes de zelarmos pelas propostas do Evangelho em nós mesmos e assim
erigirmos a concessão da oportunidade para que cada colega Cooperador realize com segurança
doutrinária, motivação lúcida e desempenho verdadeiro, útil e bom seus “exercícios de amor, através da
caridade”.


O Passe de Amor

“Porque de mim saiu virtude.”

A afirmativa remete a Jesus e o caso da mulher hemorróissa.

Quando estamos exercitando o amor, através da caridade, nas tarefas do Passe de Amor, vive-se a
oportunidade da virtude divina transfundir-se ao pensamento e a vontade do medianeiro.
Essa possibilidade prende-se a sua decisão em viver esta situação.

A virtude divina em nós promove alinhamento de energias holísticas, revitaliza campos vitais e dissipa
fluidos contaminados e miasmáticos de nosso ser.

Além disso, a virtude divina incorpora-se aos nossos eflúvios biológicos e emocionais, providenciando
determinado campo mental, capacitado a ser transferido a benefício de encarnados e desencarnados em
momento de fluidoterapia.

De acordo com cada necessidade e cada mérito.

Por lógica, o Passe de Amor, antes de ser agente de benefícios a quem dele recebe, é agente de valiosa
contribuição a quem dele participa.

Verdade que sendo uma transfusão de energias biopsíquicas, o Passe de Amor faz parte das fluidoterapias
e são passistas os Espíritos desencarnados especializados nesta tarefa.

Tal especialização decorre do entendimento das forças fluídicas, parte delas, eletromagnéticas e da atitude
moral que conquistaram frente ao aprendizado e as opções que fazem por inteirar a Boa Nova em seus
progressos.

A atividade do Passe de Amor, integrada plenamente entre os dois planos, é intensa e perene.

Disso resulta que o ambiente psíquico da Sala de Passe de Amor, utilizada exclusivamente para tanto, é
rica de energias eletromagnéticas, favorecendo uma atmosfera permanentemente garantidora de
sentimentos estáveis e positivos, de produções ideoplásticas sadias e de energias magnéticas
organizadoras do bem.

O Cooperador em “exercício de amor” dentro dessa assistência, que se permite a uma preparação
responsável, a uma harmonização adequada e emprega seus recursos lúcidos a favor de conservação dos
aspectos de acolhimento e doação, passa a integrar uma ordem de pensamentos que refletem em seu
organismo fisiológico como medida reparadora e preventiva, em seu ser psicológico como veículo saudável
de inspirações e incentivos e em sua organização psíquica como ordenador dos vínculos com suas “noções
superiores”, ressurgindo forças novas para a preservação dos objetivos reencanatórios e nas observâncias
às proposições do Evangelho.

O preparo e a harmonização devidos refletem o sentimento e a consciência do Cooperador quando de sua
atividade em auxílio dos programas dos Espíritos desencarnados especializados na tarefa do Passe de
Amor, derivando assim, para uma atitude prestativa e perceptiva desta vivência.

“Prestativa” no empenho em manter a vigilância sobre o pensamento e na decisão em prol da disposição da
vontade. “Perceptiva” dos eflúvios aos que sua decisão mental se favorece e consequente destinação aos
Espíritos – encarnados e desencarnados – nas produções amorosas e biológicas que estão sendo geradas.
O resultado desta atitude consciente e cristã será asseguradamente a “paz de espírito”, propiciando
serenidade de alma e conforto de sentimentos.

Pelo lido, é algo a ser pretendida pelo Cooperador no Passe de Amor a consciência tranqüila. Para tanto,
seu esforço e dedicação, trabalho e paciência, seguem roteiro cotidiano e, especialmente, no dia, torna-se
requerente de decisão firme e absoluta em fazer-se contribuinte da Vontade de Deus, sobre todas às suas
criaturas.

No momento da oportunização do “exercício de amor”, bastar-se-á a vivência no Evangelho, através da
gentileza, da oferta de carinho, de assegurar o silencio no coração e no verbo, de agir em nome de Jesus.
Algumas contribuições para o exercício sadio da atividade.

O que é o Passe Fraterno?

Sendo seguro que o Passe Fraterno, diferentemente do Passe de Amor, é assistência que pode ser feita à
distância, ou seja, a pessoa/ Espírito alvo das aplicações não necessariamente precisa estar presente, é
garantido na grade de atividades do Grupo de Orações para:

O Passe Fraterno, como todas as assistências espirituais, seguem a mesma essência, experimentando
protocolo específico para que suas finalidades sejam atendidas.

A adoção das cores como veículo de padronização do pensamento dos Cooperadores, em determinadas
frequências, não faz do Passe Fraterno uma cromoterapia em si.

A cromoterapia fará parte dos campos da fluidoterapia quando forem produzidas e disponibilizadas energias
biopsíquicas, mas, não pertence a este campo, quando organizada através de produções simplesmente
eletromagnéticas, com a adoção de equipamentos ópticos e luminosos de transferência.

Diante desta realidade, a utilização das cores como veículo de transfusão de energias biopsíquicas
pretende garantir a unicidade do pensamento dos Cooperadores e a satisfação dos elementos psicológicos
para quem são destinadas suas energias.

Esta lógica não fere o preceito natural do Passe, das energias magnéticas ou da Fluidoterapia.

Caracterizado desta maneira, quando a jornada de cores, solicitar um “branco, geral” significa que haverá
certa uniformidade de frequência da matéria mental emitida pelos Cooperadores encarnados, favorecendo o
qualificar desta energia por parte dos Espíritos desencarnados, especializados nesta tarefa, em observância
a necessidade & mérito de cada pessoa alvo destas energias em seu benefício e doação.

Os efeitos do qualificar destas energias são as alterações possíveis nos estados celulares perispirituais,
dentro das regras conhecidas, das necessidades & méritos.

As células em sua função normal emanam uma determinada energia, caracterizando um estado saudável.

A disfunção da atividade celular ocorrerá em razão de uma hiperatividade ou uma hipoatividade,
caracterizando um estado patológico.

A qualificação por parte dos Espíritos desencarnados, especializados nas assistências terapêuticas do
Passe, das energias unificadas pela cor favorecerá uma adequação neste estado alterado da função
celular, promovendo seu retorno à atividade que configura um estado saudável.

Facilitando:

A glândula tireoide em seu estado normal emana determinada energia.

Quando em estado patológico, a função estará acima (hipertireoidismo) ou abaixo da produção energética
normal (hipotireoidismo).

A doação de energias em determinadas frequências promoverá uma alteração neste estado acima ou
abaixo do normal, conduzindo-a para seu estado saudável.

Promovido isso, a frequência da luz em determinada quantidade funcionará como cor remédio.
Pelos estudos de Isaac Newton, estabelecem-se as frequências das energias coloridas:

Esta condição esclarece que caso a jornada solicite “azul, coronário” a pretensão é que seja doado pelos
Cooperadores um pensamento na cor azul, mas, estarão produzindo e doando uma energia cuja freqüência
esteja entre 620 e 680 trilhões de Hertz.

Visando garantir a qualidade do processo, existe uma jornada de passe fraterno básica, que poderá ser
alterada no todo ou em parte pelo Mentor durante o Diálogo Fraterno.

Isso decorre de que o Passe Fraterno é ofertado a partir da indicação do Diálogo Fraterno.
A jornada do Passe Fraterno consiste em:

(3) Neste caso, a indicação do Mentor no “Diálogo Fraterno” poderia ser “Rosa + Azul + Branco” ou somente
“Branco” no cardíaco. Sendo a primeira, o tempo total de aplicação será 50 segundos.

Nesta contagem, considerando entrada e saída e o devido acolhimento da pessoa que for alvo do Passe
Fraterno, teremos uma média de 4 minutos por tratamento.

Este tempo pode variar em dois casos:

a) Se for passe à distância: neste caso, em função da pessoa que estiver fazendo o Passe
Fraterno representando alguém ser convidada a receber as energias em suas mãos,
advindo do pensamento dos Cooperadores e está representante transferir a doação,
garantindo para a mesma a oportunidade do “exercício o amor, através da caridade”, fato
decorrente de valiosa terapia, o tempo se amplia em razão das explicações necessárias de
como fazer e onde se encontram os locais de aplicação, podemos ter um aumento deste
tempo; a indicação da energia colorida, do local de aplicação e do tempo é de
responsabilidade dos Cooperadores, adrede combinado entre eles, nas divisões de tarefa.

b) Se o Mentor ampliar a jornada do Passe Fraterno com novas cores e locais de aplicação.
Possibilidades de inclusões:

Algumas contribuições para o exercício sadio da atividade:

Nota operacional: de modo preferencial, o Grupo deve favorecer que as pessoas vivenciem o Passe
Fraterno sempre com a mesma equipe de Cooperadores; isto pretende criar um liame entre a pessoa e a
equipe (encarnados e desencarnados), onde se possa perceber a evolução dos resultados e o visitante
desenvolver uma segurança na terapia e uma empatia.

Mensagem para a 8ª Reunião

A Retribuição

Fonte Viva, Emmanuel, Francisco C Xavier
“Pedro disse-lhe: e nós que deixamos tudo e te seguimos, que receberemos?” – (Mateus,
19:27.

A pergunta do apóstolo exprime a atitude de muitos corações nos templos religiosos.
Consagra-se o homem a determinado círculo de fé e clama, de imediato: – “Que receberei?”
A resposta, porém, se derrama silenciosa, através da própria vida.
Que recebe o grão maduro, após a colheita? O triturador que o ajuda a purificar-se.
Que prêmio se reserva à farinha alva e nobre? O fermento que a transforma para a utilidade geral.
Que privilégio caracteriza o pão, depois do forno? A graça de servir.
Não se formam cristãos para adornos vivos do mundo e sim para a ação regeneradora e santificante
da existência.
Outrora, os servidores da realeza humana recebiam o espólio dos vencidos e, com eles, se
rodeavam de gratificações de natureza física, com as quais abreviavam a própria morte.
Em Cristo, contudo, o quadro é diverso.
Vencemos, em companhia dele, para nos fazermos irmãos de quantos nos partilham a experiência,
guardando a obrigação de ampará-los e ser-lhes úteis.
Simão Pedro, que desejou saber qual lhe seria a recompensa pela adesão à Boa Nova, viu, de perto,
a necessidade da renúncia. Quanto mais se lhe acendrou a fé, maiores testemunhos de amor à
Humanidade lhe foram requeridos. Quanto mais conhecimento adquiriu, a mais ampla caridade foi
constrangido, até o sacrifício extremo.
Se deixaste, pois, por devoção a Jesus, os laços que te prendiam às zonas inferiores da vida,
recorda que, por felicidade tua, recebeste do Céu a honra de ajudar, a prerrogativa de entender e a glória
de servir.

9ª reunião:
A ASSISTÊNCIA ESPECIALIZADA E A IDEOPLASTIA

Preâmbulo

Campo mental é a força resultante daquilo que cada Espírito – ou grupo de Espíritos – produz, pelo
pensamento, pela palavra e pela atitude.

Afinidade é a força magnética que atrai ou repulsa campos mentais.

Isto explica nossa simpatia por determinadas ideias, pessoas, associações, grupos.

Ou nossa antipatia, ou ainda, nossa indiferença.

Determinado dia todos aqueles que hoje são Cooperadores no e do Grupo de Orações chegaram a uma
casa de estudos espíritas. Mais exatamente, chegaram a um grupo desta natureza pela primeira vez.

As motivações são algo muito específico de cada um, mas, guardam entre si estímulos bem semelhantes.

A Doutrina Espírita é libertadora, ou seja, caracteriza-se pelo respeito à força do direito alheio e assim, nada
proíbe; todavia, assegura que cada um é responsável pelo que faz ou não faz, pensa ou não pensa, fala ou
não fala, como efeito da justiça. Responsável, não culpado.

Ao responsável sempre se garante uma nova oportunidade e ao culpado apenas o castigo. A Lei de Deus é
justa, mas, ao mesmo tempo, misericordiosa.

O Espiritismo favorece o uso do raciocínio, da experimentação, do progresso incessante, afirmando que
tudo é transitório, pedagógico e previsível.

Como imortais, sugere a imaturidade do imediatismo, da ansiedade e da preocupação, garantindo que
movimento fundamental deva ser conhecer-se a si mesmo, viabilizando uma evolução segura a partir da
sabedoria das escolhas, fruto do discernimento que a vivência proporciona.

A Doutrina dos Espíritos suporta-se pela realidade, definindo a ilusão como veículo de lentidão ao progresso
e opção desnecessária na aflição.

Investiga séria e produtivamente a capacidade de comunicação entre os Espíritos, independente do seu
estado.

Tem em Jesus seu modelo de atitude e pensamento. Tem no amor seu caminho, na caridade sua verdade e
na lógica sua vida.

Seguro que movimentamo-nos em direção do Espiritismo pela fé, mas, permanecemos nele pela
Inteligência ou fé raciocinada.

Com o entendimento desta breve apresentação do Espiritismo, entende-se que um grupo de estudos
espíritas deva se empenhar para garantir os pontos básicos da Doutrina.

O Grupo de Orações como uma sede de estudos espíritas, deve ser zelador destes conceitos. E sendo o
Grupo a reunião de seus membros, cada um de seus Cooperadores necessita abraçar com todo o seu
coração esses propósitos.

Há década atrás, em movimento para instrumentalizar seus Cooperadores, o Grupo de Orações
desenvolveu um treinamento que ocorria antes do início dos Evangelhos. Encorpado, este treinamento foi
transformado em Ação Doutrinária, conhecida por “Viver e Conviver no Grupo Espírita” e mais tarde passou
a ser curso na Escola de Médiuns sob o título de “Fundamentos da Teoria do Trabalho”.

Utilizando-se ensinamento do Vô Bento, conhecemos que cada Cooperador na oportunidade de “exercitar o
amor, através da caridade” vivencia três movimentos: motivação, capacitação e conscientização.

A motivação é fruto de entendimento particular. É movimento intimo, onde cada Cooperador se percebendo,
sentindo os resultados de seus esforços e desprendimento, analisando a si mesmo, volta-se ao empenho e
a dedicação para a disposição em servir as leis divinas, sendo úteis a todos aqueles que vierem buscar a
Jesus em nosso Grupo. Somente o conhecimento do Evangelho é que garante o usufruto da motivação,
assegurando-lhe a perseverança.

A capacitação é garantir e promover a percepção pela lógica e pela lucidez dos propósitos morais da Boa
Nova e favorecer sua experimentação arrazoada com a Doutrina Espírita, por meio de condutas que
cooperem para adoção de novos comportamentos.

A conscientização é a reunião da motivação e da capacitação, quando o desempenho do pensamento e da
vontade se faz em consonância com o ser disciplinado, que amplifica suas virtudes, que investe em seus
nobres ideais, se despedindo do imediatismo, dos quereres e exigências transitórias e se dedica em ser um
Espírito melhor a cada dia.

A natureza não dá saltos, assevera a razão.

Mas, é essa mesma natureza que nos faz livre.

Diante disso, todas as vezes que adotarmos mecanismos escravagistas decorrentes de nossas
imprudências e invigilâncias conflitamo-nos com nosso ser natural, experimentando aflições e
constrangimentos.

A motivação vem do Evangelho.

A capacitação decorre da oportunidade de “exercitar o amor, através da caridade”.

A consciência é conquista do Espírito que se conhece, que reconhece a Boa Nova, que mensura a distância
entre sua verdade (relativa) e a verdade absoluta, aplicando todos os seus esforços para que na humildade
seja caridoso e para que na caridade, seja humilde.

O que é a “Assistência Especializada”?

A Assistência Especializada é Fluidoterapia, ou seja, decisão do pensamento combinado com o
ectoplasma4, como veículo para reenergizar e revitalizar meios fisiológicos, psicológicos e psíquicos,
reajustando os princípios fluídicos alterados por uma moléstia.

(4) Ectoplasma: energia biológica resultante da reação química entre as moléculas de glicose e ATP
(adenosinatrifosfato – consulte: ciclo de Krebs)

A moléstia – estado alterado da saúde – tem sua gênese na imprudência e na invigilância. Exatamente, na
opção de cada Espírito.

O pensamento é matéria mental e como tal, definida por padrões específicos de ondas eletromagnéticas,
dotadas de comprimento de onda, velocidade, frequência, cor, odor, massa, peso, dureza, brilho,
densidade, etc. e sujeita às leis de “ação e reação” e “afinidades”.

O pensamento é decisão de quem o produz.

O ectoplasma é energia involuntária do querer.

Todas as assistências espirituais são Fluidoterapia.

Até aqui conhecido, sabemos, ainda, muito pouco da essência, natureza e destinação das potências
fluídicas de uma assistência espiritual, mas, reconhecemos e mensuramos seus resultados.

Resultados esses, inclusive, que guardam poucos vínculos com os dedicados assistentes, sendo algo entre
cada Espírito alvo da mesma e Deus.

Assim, todos os que estiverem na cooperação do processo para o reajustamento do equilíbrio funcional do
organismo molestado – independente da causa e do corpo5 adoentado – vivencia a oportunidade do
“exercício de amor, através da caridade” e cuja decisão em auxiliar no processo é educação a favor de seu
próprio Espírito, sendo contributo ao resultado da assistência, mas, nunca decisivo ao mesmo.

A Assistência Especializada é assim denominada porque possui atributos especiais.

(5) Ser holístico – Corpo Espírito + Corpo Períspirito + Corpo Biológico

Essas qualidades são identificadas:

As Assistências Especializadas demandam na materialização da terapia 40 minutos, em média (6).

A “assistência especializada” é fruto obrigatório da indicação do “Diálogo Fraterno” e solicita agendamento,
em função das particularidades da assistência e da oferta da mesma na grade semanal das atividades do
Grupo de Orações.

Não há improviso nas assistências espirituais. Em nenhuma delas.

Em consonância com as demais assistências, independente da presença do encarnado, a atividade ocorre
normalmente.

Não raro, a “assistência especializada” é providência a favor do ou dos desencarnados, que em estado
associado ao encarnado, potencializa a enfermidade.

(6) É da responsabilidade do cooperador que irá narrar a assistência registrar mentalmente o horário que se
inicia a atividade; caso a narração termine antes do tempo regular, deve a equipe permanecer em silêncio
provendo energias amorosas até o encerramento do período definido
.

Solicita a “assistência especializada” uma equipe coesa e conscientemente comprometida com a tarefa,
investindo na cooperação através:

As “assistências especializadas” têm uma variação que pode ser feita na casa das pessoas.

Em essência esta variante funciona igualmente a realizada no Grupo de Orações e obedecerão, igualmente,
as relações de “necessidade & mérito”.

Todavia, por não contar com uma equipe de médiuns com qualidades especificas alguns procedimentos
não se verificam como a ação terapêutica de desencarnados coparticipantes na moléstia.

Outra questão importante é o ambiente. Sabe-se que a ou as salas destinadas para esta assistência no
Grupo de Orações possuem intensa e permanente associação com a casa transitória de “Maria Luiza” e por
esta razão, ocorrem fenômenos peculiares como o desdobramento induzido ou o desprendimento parcial ou
total do encarnado.

A assistência realizada nos lares das pessoas não guarda esta parceria e, portanto, inibem alguns
protocolos.

Diante deste arrazoado, fica explicado que são “assistências especializadas” de potência menor, que a título
de comparação, poderíamos denominar de “curativos espirituais”, elevando a atividade realizada no Grupo,
por seu grau de intensidade por “cirurgia espiritual”.

A decisão para que seja realizada no Grupo ou na casa da pessoa, considerando que o resultado é efeito e
não causa, se estabelece nas percepções do Mentor enquanto o “Diálogo Fraterno”. Questões de trato
objetivo e subjetivo:

  • Das lacunas psicológicas;
  • De questão operacional (a pessoa não ter ninguém para permanecer os quarenta minutos em prece com ela);
  • De relacionamento familiar;
  • De incentivo a instalar a prece e o Evangelho no lar da pessoa;
  • Do estado da moléstia;
  • Da facilidade ou impedimento para a locomoção;
  • Dos processos de perturbação e/ou obsessão instalado

O desenvolvimento da assistência segue o seguinte fluxo:

(7) O lugar onde cada cooperador senta é livre. Não há lugar definido, nem especial para qualquer função.
Aproveitando: esta orientação vale para qualquer assistência.
(8) Vida normal, com moderação e beber toda a garrafinha de água fluidificada no dia seguinte.

Algumas contribuições para o exercício sadio da atividade:

O que é a “Ideoplastia”?

A palavra “Ideoplastia” foi criada em 1860 pelo psiquiatra inglês Durand de Gros, concluindo seus estudos
sobre “sugestibilidade”.

Por sugestibilidade entende-se a permissão que alguém concede a outrem em acolher suas sugestões.
O processo pode ocorrer de tanto modo ostensivo como de modo discreto.

Emana de relações entre espíritos, independente do estado em que se encontrem.

A sugestão terá maior ou menor penetrabilidade de acordo com a vontade de quem a recebe.

Valioso lembrar, que, como Espíritos somos produtores incessantes de “ideias”.

A ideia em si, ela não se movimento, nem dirige. É necessária a “vontade” para que a ideia vivencie o
movimento e a direção.

Meramente para fins didáticos, a “vontade” pode ser comparada a um órgão com dois lobos.

Um lobo compreende as “heranças divinas” e o outro asila as “heranças cognitivas”, que são todas as
experiências acumuladas pelo Espírito desde o momento de sua criação.

O resultado da ideia em movimento e dirigida é o “pensamento”.

Todas as ideias que se estabelecerem no lobo das “heranças divinas” produzirão com certeza um
pensamento produtivo, útil, verdadeiro e bom.

Todavia, as ideias que se condicionam no lobo das “heranças cognitivas” podem, tanto produzir
pensamentos positivos como os da “herança divina”, como podem desenvolver pensamentos imprudentes e
invigilantes, por malícia ou inocência.

A Ideoplastia tem a capacidade de criar uma sugestibilidade que transporta a ideia criada e que estando no
lobo das “heranças cognitivas” se manifeste no “lobo das heranças divinas” produzindo resultados
beneficentes.

Observação importante é que, em respeito ao livre arbítrio, a sugestibilidade somente é possível a partir da
ideia criada por cada Espirito, sendo impossível sugerir a produção de determinada ideia.

A caracterização da assistência espiritual por Ideoplastia, em si, sugere que se trata exclusivamente de uma
assistência à distância.


Mais precisamente, a Ideoplastia é plena utilidade para casos onde o Espírito, independente de seu estado,
não se reconhecendo doente ou portador de moléstia não se apresenta para qualquer tipo de auxilio ou
terapia.

Por qualquer tipo de auxilio ou terapia significa que não se restringe nada. Independe que seja o auxilio ou a
terapia vivente no Grupo de Orações ou mesmo que seja de origem espiritual. O objetivo não é “interferir”
na decisão das escolhas e da liberdade divina concedida a cada criatura. É “interceder” a favor uma ideia já
criada pelo Espirito e por ele enclausurada no lobo das “heranças cognitivas” para que se emancipe em
direção para o bem, para o licito, para o certo e digno, garantindo efeitos de progresso moral.

A Ideoplastia ocorre em três sessões semanais sucessivas. O tempo médio da assistência para cada
sessão é de 30 minutos.

A equipe de Cooperadores da “assistência espiritual” Ideoplastia é composta por:

Solicita a assistência especializada por “Ideoplastia” uma equipe especial e conscientemente comprometida
com a tarefa, investindo na cooperação através:

(9) “Trazido o Espírito rebelde ou malfazejo ao fenômeno da incorporação o períspirito do médium transmitelhe alta carga fluídica animal, chamemo-la assim, que bem comandada aturde-o, fá-lo quebrar algemas e
mudar a maneira de pensar”… (Conforme Manoel Philomeno de Miranda em “Loucura e Obsessão”)

Assim como na “assistência especializada”, a Ideoplastia é fruto obrigatório da indicação do “Diálogo
Fraterno” e solicita agendamento, em função das particularidades da assistência e da oferta da mesma na
grade semanal das atividades do Grupo de Orações.

Da mesma forma, em analogismo com as demais assistências, independente da presença do encarnado, a
atividade ocorre normalmente.

O desenvolvimento da assistência segue o seguinte fluxo:

Algumas contribuições para o exercício sadio da atividade:

Comentários sobre a prece: A prece por ser resultado de uma ação mediúnica não guarda métodos;
todavia, como veículo de garantia para que o médium não iniba o desejo da Entidade manifestante na
prece, deve saber que o discurso tem tom de ordenamento. Trata-se de um diálogo amoroso e firme com o
Espírito encarnado ou desencarnado, promovendo-lhe o despertamento para a situação vivenciada e
incentivando a uma nova atitude. São preces que se iniciam em movimentos doutrinários, sempre
associando uma vivência de Jesus; em seguida, manifesta movimentos de simpatia e segurança para então
providenciar as sugestões específicas para uma atitude, uma decisão ou nova postura mental e
comportamental. Muitas vezes para que possa haver a instalação desta sugestão, necessário instalar
mecanismos de higienização no ambiente do campo mental do alvo da assistência e na psicofera que
habita. A prece demanda entre 15 e 20 minutos.

(10) Neste caso, o Cooperador ou os dois Cooperadores presentes devem providenciar o esclarecimento
devido ao “familiar” e realizar uma prece

Observações sobre o choque anímico: O médium cooperador nesta tarefa deve recolher os sentimentos e a
presença da ou das Entidades comprometidas com o processo patológico sem, no entanto, apresentar
qualquer tipo de manifestação. A solicitude exige decisão do médium e educação nos processos
mediunímicos. A manifestação pode provocar efeitos infelizes no familiar presente, que, não
necessariamente conhece os mecanismos afeitos a esta assistência. Ao mesmo tempo, registra-se que as
Entidades sujeitas a terapia do choque anímico não podem ou não sabem produzir psicofonias e
psicografias, estando impedidas, incapazes ou não desejosas de manifestar. É processo exclusivamente de
comunicação.

Esclarecimento sobre a assiduidade: A participação do Cooperador na Ideoplastia deve ocupar-se das três
sessões organizadas para cada caso; a impossibilidade de estar em uma delas não excluirá,
necessariamente, o Cooperador das demais; caberá ao Cooperador nesta situação consultar sua
consciência identificando o real motivo da ausência. Sendo o motivo algo que lhe era verdadeiramente
insuperável, de acordo com o entendimento da Espiritualidade Superior, poderá participar da ou das
sessões restantes. Caso contrário, deve permanecer em prece em um dos auditórios da Casa, ao longo do
horário destinado à assistência.

Explicação oportuna e que vale para todas as assistências espirituais: A Espiritualidade Superior conhece e
reconhece que os Cooperadores de uma atividade desta natureza, na condição de encarnados em
progresso, são de certa desordem emocional e comportamental. Não exigem o que não temos para dar,
mas contam com aquilo que já temos para oferecer e com o esforço diário para cada dia sermos melhores
do que no dia anterior. Esta verdade deve incentivar ao Cooperador a atender seu compromisso
independente de sua análise critica sobre suas opções e causas. A cooperação em uma assistência
espiritual é sempre medicamento consolador e sempre instrumento instrutivo. Tomar de remorso é decidir
pela amplificação da desdita.

Observância necessária: Ao longo de um mesmo caso é importante que as funções de cada cooperador se
mantenham. Exatamente, o cooperador que fez a prece na primeira sessão, fará na segunda e na terceira e
assim por diante. Isto decorre dos processos de afinização e sintonia estabelecida.

Mensagem para a 9ª Reunião

O Tempo e Nós

Apostilas da Vida, André Luiz, Francisco C Xavier

Você diz que não tem dinheiro para socorrer aos necessitados, mas dispõe de tempo para auxiliar de algum
modo.
*
Você afirma que não pode escrever longa carta ao amigo que lhe pede conforto, mas dispõe de tempo para
fazer um bilhete.
*
Você diz que não possui elementos para clarear o caminho dos que jazem no erro, mas dispõe de tempo a
fim de articular algumas palavras, a benefício dos que se demoram na ignorância.
*
Você afirma que lhe falta competência, diante das tribunas edificantes, mas dispõe de tempo para essa ou
aquela frase de esperança e consolo.
*
Você diz que não detém qualquer dom mediúnico que lhe garanta as atividades na sementeira do bem, mas
dispõe de tempo, a fim de colaborar na assistência aos irmãos em obstáculos muitos maiores do que os
nossos.
*
Você afirma que não retém bastante saúde para alentar essa ou aquela tarefa no bem aos outros, mas
dispõe de tempo que lhe faculte ofertar migalha de gentileza no amparo aos semelhantes.
*
Você diz que caiu moralmente e não mais pode estender a luz da fé, mas dispõe de tempo para levantar e
seguir adiante.
*
Você afirma que o companheiro é difícil de suportar, mas dispõe de tempo para renovar-lhe a maneira de
ser, através dos seus próprios exemplos.
*
Você diz que a dificuldade é insuperável, mas dispõe de tempo a fim de contorna-la, atingindo a realização
do melhor.
*
Você afirma que a sua felicidade acabou e estira-se na estrada, como se a sua provação fosse mal sem
remédio..

Meu amigo observe o tempo, pense no tempo, aceite o tempo e agradeça ao tempo, de vez que o tempo
recomeça a cada dia e todos nós, com a Bênção de Deus, tudo podemos recomeçar.

11ª reunião:
O DIÁLOGO FRATERNO, O EVANGELHO E SUAS VARIANTES.

Preâmbulo

Interceder.

Interferir.

Ceder.

Ferir.

Todas as vezes que, alguém procurando-nos pergunta nosso juízo, nossa opinião sobre determinado
assunto, está nos autorizando a interceder naquele tema, possibilitando-nos a apresentar a interpretação
pessoal que fazermos sobre o analisado, levando-se em conta nossa experiência como Espíritos.

Da mesma forma, quando alguém não vindo ter conosco, não desejando saber nossa opinião, temos o
impulso de “ajudar”, fazendo-o conhecer o que pensamos sobre determinada situação que a pessoa esteja
vivenciando ou que achamos esteja passando, estamos interferindo.

Nossas experiências como criaturas divinas são inéditas.

Desde o momento em que somos criados por Deus, passamos a experimentar vivências exclusivas que
formam nosso acervo de conhecimento, nossa herança cognitiva ou subconsciente.

Desta maneira, todos formam informações sobre as situações da vida (“e da morte”) que experimentou
baseados neste acervo. E cada um tem o seu.

Portanto, é o nosso entendimento.

Esta realidade faz com que todos desenvolvemos “verdades relativas”, verdades essas que estão sujeitas a
permanentes verificações, diante de nossas experiências, perante a novas conclusões.

Apresentar nossas “verdades relativas”, baseada em vivências exclusivas, sem que nos consultem é
desrespeito à força do direito alheio.

Portanto, é a nossa presunção.

Ainda, elevando o conceito de intercessão, assim, devidamente autorizados a manifestar nosso
entendimento, deve-se atenção que estaremos em processo de doação Diante desta regra, independente
da pessoa acolher nossa sugestão, mantemo-nos respeitando seu livre-arbítrio.

Do contrário, estaríamos mercadejando.

O Evangelho de Jesus é a somatória da experiência perfeita. É a apresentação dos códigos divinos e por
conta disso, representa a “verdade absoluta”.

Contrapondo-se a “nossa verdade”, que é instável e, assim, sujeita a inúmeras alterações, a verdade de
nosso Pai é sempre estável e não passível de alterações. Valia ontem, vale hoje e valerá amanhã, sem
nenhuma alteração.

Ainda, é a mesma em todos os lugares!

Sem ajustes temporais e espaciais, o Evangelho é “o caminho, a verdade e a vida!”

E na afirmativa de Jesus, não há pluralidade.

Só um caminho, só uma verdade, só uma vida.

O que é o “Diálogo Fraterno”?

Por “diálogo” entende-se uma conversa de duas pessoas.

E admite-se “fraternidade” como uma relação de iguais, quando e perante o entendimento da “verdade
absoluta”.(11)

A congruência dos dois conceitos indica que há um liame entre a conversação destas duas pessoas: a
informação do Evangelho de Jesus.

Entende-se, a partir daí, que o “Diálogo Fraterno” é uma assistência espiritual onde dois iguais se
encontram na “verdade, no caminho e na vida”.

A associação se verifica após o diálogo em sua perfeita realização, tendo-se por base que, no início as
pretensões dos dois polos da conversa, normalmente são particulares:

(11)“(…) quem quer que faça a vontade de meu Pai, que está nos céus, é meu irmão, minha irmã e minha
mãe” (item 8, capítulo XIV de O Evangelho Segundo o Espiritismo_

A exposição, em superficialidade, faz admitir a distância de resultados possíveis perante tanta distonia.

E é uma verdade!

A diferença está no espaço ocupado pelo “Mentor”.

O “Diálogo Fraterno” é uma assistência espiritual mediúnica.

Diferente dos estudados “Passe de Amor”, “Passe Fraterno”, “Assistência Espiritual” e “Ideoplastia” que são,
igualmente, assistências espirituais, o “Diálogo Fraterno” vincula a presença ostensiva do pensamento de
um Espírito especializado na tarefa da “doutrinação”(12), através da mediunidade da psicofonia.

Cabe ao Espírito especializado, normalmente classificado como “Mentor”, por sua habilidade de
entendimento, por sua segurança no Evangelho e pela emancipação envolvida, suprir as lacunas criadas
entre a expectativa e a esperança tão fortemente perceptíveis em um “Diálogo Fraterno”.

Será a abordagem que o Mentor promover a responsável por aproximar o consulente a se entusiasmar (13)
por uma reflexão.

Importante: o objetivo do “Diálogo Fraterno” é revelar a verdade, trazer a realidade e gerar o movimento
pela reflexão.

Tudo isso, respeitando a capacidade de assimilação de cada Espírito e tomado por um sentimento tão pleno
de compaixão, que para “cada gota de verdade, um litro de amor”.

(12) Doutrinação = levar, apresentar a Doutrina do Amor e da Liberdade.
(13) Entusiasmar é uma palavra de origem grega que significa a “porção divina em mim

Conta o escritor Ariston Teles que certo dia um homem de meia-idade, procedente da Paraíba, virou-se
para o médium Chico Xavier e disse: “Chico, eu sou muito criticado por ser pessoa franca e sincera. Gosto
de dizer a verdade, doa a quem doer. Ninguém aceita meu modo de ser. Você tem algo a me dizer sobre
isso?”

Chico pensou um pouco e disse: “Meu amigo, o poeta desencarnado Lucano Reis (14) está presente. Ele ouviu
seu desabafo e pede que eu escreva um recadinho para você.” Chico tirou a caneta do bolso e escreveu a
seguinte trova:

“Remédio da Humanidade,
Com que Deus suprime a dor
Uma gota de verdade,
Em cada litro de amor”

Cabe, devidas ponderações sobre os objetivos do “Diálogo Fraterno”.
Definido em três proposições,

“Revelar a verdade” significa que o Mentor mantem-se restrito ao campo da Boa Nova de Jesus e tendo o
foco preciso no Evangelho, trata todos os assuntos sem escândalos, sem decepções e contrariedades,
identificando tudo por “justo & misericordioso”, transitório, pedagógico e previsível.

“Trazer a realidade” exprime elevar a “competência” e a “capacidade” de cada Espírito em solucionar os
problemas próprios do cotidiano de “provas e expiações”, elevando a condição de seres imortais e os
efeitos desta razão (15), caracterizando que os caprichos pessoais são mecanismos da ilusão e do
imediatismo, geradores da dúvida, do engano, da imprudência e da invigilância;

“Gerar o movimento pela reflexão” manifesta o valor pelo autoconhecimento como medicamento contra os
automatismos, reflexos condicionais e movimentos repetitivos. Fortalecendo os benefícios do uso do
raciocínio, ou da capacidade de medir os efeitos de cada causa, de cada ação.

(14) Lucano Reis participou com Chico da obre “Roseiral de Luz”
(15) Um ser imortal não asila a ansiedade, a preocupação e a depressão, por efeito natural.


Ainda, o “Diálogo Fraterno” não tem o mote de tratar do “futuro” ou do “passado”; inibe qualquer tipo de
previsão, reconhecendo que o futuro é efeito das escolhas de cada um e, respeitando o passado, como
período de aprendizado, normalmente, mais aflitivo do que as vivências do presente e de difícil
gerenciamento íntimo, face às imprecisões do ontem.

Para que possa ser útil e compreender a real necessidade de auxilio, o Mentor sempre escuta o consulente.

Essa é uma das mais firmes virtudes de um Mentor, na tarefa do “Diálogo Fraterno”. Ouvindo, permite que a
pessoa fale e a pessoa expondo seu sentimento, sua dúvida passa a ter a possibilidade de analisar as
ocorrências, se candidatando a ser agente solução da dificuldade.

Neste momento, valioso lembrar que:

Por ser momento oportuno para diálogo, não é atitude do Mentor perturbar este momento com outras
atividades. De modo claro, o Mentor não patrocina neste instante: passes, terapias aos desencarnados,
ideoplastias ou assistências especializadas.

Tão pouco, permite a passividade de Entidades através dos consulentes, mesmo que Espíritos Guias ou
familiares, pelo discernimento que tudo tem sua hora, lugar e todos dos movimentos patrocinados pela
Espiritualidade ocorrem por meio de mecanismos fluídicos específicos.

Não há oportunismo, como não há improvisação por parte dos Espíritos Superiores.

O tempo destinado para a “assistência espiritual mediúnica” do “Diálogo Fraterno” é de 15 minutos, em
média, sendo que em uma hora corrida, o atendimento será para, no máximo, 4 pessoas.

As justificativas para esta norma levam em consideração:

Em vista disto, oportuno registrar que, nos âmbitos do Espírito, não há emergências ou urgências a serem
satisfeitas.

A realidade supõe que o “Diálogo Fraterno” não funciona em regime de “pronto socorro”; ao mesmo tempo,
considerar que tudo obedece a um planejamento. As pessoas que vivenciarão a experiência do “Diálogo
Fraterno” o fazem por necessidade & mérito. Diante desta prerrogativa, se existem em determinado dia, dois
Mentores atendendo e a pessoa é a nona a exprimir o desejo de ter com o “Diálogo” significa que, ou não
havia necessidade, ou não havia mérito, ou os dois.

Respeitar a natureza e confiar no programa da Espiritualidade, que mais adiantada e observante as Leis
Divinas não perturbam a ordem própria de todas as coisas é sinal de cooperar com amorosidade e fé.
Outra postura é apenas denunciar a falta de confiança na “verdade absoluta” e agir de modo concorrente às
Leis Divinas, portanto, com orgulho.

Adota-se, nesta mesma superlativa ideia, que o ingresso para o “Diálogo Fraterno” não atende a indicação
específica para um Mentor. Em observância ao delineamento havido pelos Espíritos, que as vivências já
ocorreram antes na Espiritualidade e que tudo se norteia pela potência das obras de cada um, mera
questão de entendimento, deixar que a ordem natural se encarregue em designar o Mentor que estará
provendo a cada interessado a palavra mais precisa e amorosa que merece sentir.

São elementos do “Diálogo Fraterno”:

O Mentor que manifestará as orientações profiláticas, consoladoras, instrutivas e preventivas não trabalha
sozinho. Ele faz parte de uma equipe de Espíritos dos mais diversos graus de adiantamento moral, todos já
admitindo verdadeiramente a iluminação de Jesus e de nosso Pai sobre todos.

As contribuições destes Espíritos auxiliares são das mais múltiplas que possamos considerar. Desde os
levantamentos das necessidades & méritos até colheita de informações sobre estado de familiares
desencarnados.

Tudo para que, ao longo da materialização do ”Diálogo Fraterno” possam ser apresentadas ao consulente
as informações, as orientações e sugestões que lhe façam favorecedores de obter com possibilidades os
objetivos do “Diálogo Fraterno”.

O Médium do “Diálogo Fraterno” precisa estar apto para “exercitar seu amor” nesta assistência.
O preparo não advém simplesmente de ser médium psicofônico, embora seja essa uma condição
absolutamente necessária.

Cabe ao médium em “exercício de amor, através da caridade” estudar o Evangelho Segundo o Espiritismo
todos os dias. Esta aplicação favorecerá a formação de um banco de dando sobre a Boa Nova de Jesus
que será utilizada pelo Mentor responsável pelo “Diálogo” através dos seus recursos, garantindo a
percepção mais profunda e exata de todo material estudado e assim, beneficiando as pessoas que pelo
Mentor foram atendidas e especialmente, possibilitando um processo de educação do Espírito do próprio
médium.

Tendo isso no coração e na consciência, como compromisso inadiável, compreendendo a dedicação do
Mentor junto ao seu programa de educação espiritual e progresso, o médium necessita ir além.

Conhecer os temas da influenciação dos Espíritos no cotidiano do encarnado, dos processos psicológicos
de expectativa, frustração, revolta, autoobsessão, moléstias psíquicas e psicológicas e seus efeitos
psicossomáticos amplia a condição do Mentor em beneficiar a pessoa alvo do “Diálogo Fraterno” a
conhecer-se e as suas circundantes, explorando sua dimensão como um todo e lhe sendo “útil, verdadeiro e
bom”. Processo esse, inclusive, que o médium não fica alijado. Muito pelo contrário. Por vezes, a ação toda
é destinada a pedagogia do Espírito do intermediário.

Ademais, necessário e irrestrito, que o Médium conheça cada uma das assistências, seus indicativos,
métodos e efeitos esperados, permitindo ao Mentor o usufruto deste conhecimento, no momento das
sugestões das terapias a serem indicadas como meio de organizar as emoções e equilibrar os
pensamentos das pessoas que assim o façam necessitar.

O mesmo se aplica aos cursos e Ações Doutrinárias desenvolvidas pelo Grupo de Orações, gerando acervo
de confiança e investimento, não cerceando a disposição do Mentor indicar essa ou aquela ação cultural.
Em função da natureza do processo, fundamental que o médium receba seu “passe de amor” e participe
dos encontros com os demais médiuns em exercício no “Diálogo Fraterno”, como também, precisa ele se
motivar a ajudar nas partes do Evangelho, permitindo que o Mentor tenha maior área para auxiliá-lo, ensinar
a todos e que próprio médium utilize os mecanismos à sua disposição para disciplinar seu comportamento.

Em suma, cabe ao médium em cooperação junto ao “Diálogo Fraterno”:

Estando por aqui, oportuno explicar a função do Cooperador do “Pré e pós Diálogo Fraterno”.

Este Cooperador é a pessoa responsável em garantir a segurança à pessoa que deseja passar pela
assistência.

Podem-se organizar os afazeres deste Cooperador em ações objetivas e subjetivas. As objetivas podem ser
resumidas em um quadro resumo, mas, são as subjetivas que solicitam maior comprometimento por parte
deste assistente.

Não é tarefa fácil, em um ambiente amoroso como o do Grupo de Orações, dizer “não” a uma pessoa que
justamente procurou nossa Casa por ter uma necessidade a ser solucionada ou superada.

Essencial assumir que, em momento algum, existe a proposta em deixar a pessoa que procurar auxilio em
nossa Casa fique sem uma alternativa correta, verdadeira e possível de ajudá-la.

Para tanto, não é necessário que seja inventada uma regra de última hora ou que sejam inobservados às
instruções do Evangelho e dos Mentores

O resumo está na forma como abordamos o assunto com a pessoa. Se sentarmos com ela, escutarmos
suas intenções e empregarmos valor ao que ela sente, suavemente entenderá os motivos para os
impedimentos de última hora à sua pretensão. Ao mesmo tempo, apresentamos solução, que será sempre
a participação do educandário preciso e nobre do Evangelho, da Fluidoterapia e do Passe de Amor.

Imperioso fornecer todas as informações sobre dias & horários e os hábitos do funcionamento do Grupo de
Orações e permanecemos atentos à pessoa até que ela saia do Grupo, sempre demonstrando afeição e
confiança.

Manter-se legítimo ao Evangelho e observar as regras da Casa, agindo com atenção e carinho para com
todos, em especial com as pessoas que manifestam “necessidades imediatas”, contando sempre com a
competência do Simplificador, é “exercitar o amor, através da caridade” que todos podem atender.

Com relação às suas responsabilidades objetivas.

As atividades concernentes aos cooperadores instalados no Núcleo Cultural em benefício do “Diálogo
Fraterno” estão tratadas no capítulo que versa sobre este espaço amoroso.

Por fim, prudente observar que o Mentor em atividade no “Diálogo Fraterno” não necessita de amparo, nem
tão pouco o médium para a iniciativa do transe mediúnico, ou seu encerramento. São atividades que o
médium deve fazer sozinho, se beneficiando da harmonização realizada e do momento convidativo à
reflexão e a introspecção.