Mensagem do Espírito Irmã Miranda, auxiliadora na Ordem das Irmãs Clarissas na Casa de Maria Luiza – Dez/25
Meus queridos irmãos,
Às vezes me perguntam — como é sentir Jesus?
E eu sempre respondo com simplicidade: sentir Jesus não é um milagre extraordinário; é um pequeno despertar dentro de nós.
Tão pequeno, às vezes, que muitos deixam passar.
Tão silencioso, que muitos confundem com um pensamento bonito, com um alívio momentâneo, com um suspiro.
Mas, quando abrimos espaço, Ele vem.
Quando quietamos o coração — Ele sussurra.
Quando nos cansamos de carregar o peso sozinhos — Ele se faz apoio.
E quando, por fim, dizemos “Senhor, eu não sei… mas eu quero aprender”, então Ele repousa em nós como quem chega em casa.
Quando eu sinto Jesus em mim,
não é como uma visão grandiosa nem como um arrebatamento extasiante.
É como um calor suave que me devolve para mim mesma.
É como se alguém ajeitasse meus pensamentos, recolhesse minhas preocupações, aquietasse minha impaciência e me lembrasse com doçura:
— Filha, você não está sozinha.
E essa certeza muda tudo.
Não porque remove as dificuldades, mas porque me mostra um modo novo de atravessá-las.
Quando eu sinto Jesus em mim, percebo que cada ferida fica menos funda,
cada medo perde as bordas,
cada vazio encontra um nome,
e cada lágrima se transforma numa semente.
Há dias em que me surpreendo buscando-O como mendiga —
pedindo forças, pedindo direção, pedindo respostas.
Mas Ele, sempre paciente, me faz perceber que Sua presença não depende do quanto eu peço, mas do quanto eu deixo.
Porque Jesus não invade. Ele habita.
Não exige. Ele acolhe.
Não acusa. Ele compreende.
E quando permito que Ele me conduza, descubro um movimento novo em mim:
o pensamento se ilumina,
a fala se adoça,
a postura se pacifica,
e até o corpo parece respirar mais fundo, mais livre, mais inteiro.
Quando eu sinto Jesus em mim, lembro-me de que a vida é maior do que os fatos, mais profunda do que as dores, mais bonita do que as circunstâncias.
Recordo-me de que cada pessoa que encontro é alguém a ser respeitado, alguém por quem Ele também vela.
Nesses instantes, percebo que amar é possível — não porque me tornei capaz, mas porque Ele me empresta o Seu modo de ver.
E, então, uma revelação simples acontece:
não é que eu leve Jesus ao mundo; é Ele que me leva.
Meu irmão, minha irmã…
talvez você também esteja tentando sentir Jesus.
Talvez já orou, já pediu, já insistiu — e não sente nada.
Mas eu lhe digo com ternura:
Jesus não é percebido primeiro pelo sentimento, mas pela abertura.
O coração abre, e Ele entra.
A vida quieta, e Ele aparece.
O orgulho rende-se, e Ele age.
Por isso, hoje, se puder, faça o pequeno gesto:
pare por um minuto.
Coloque a mão no peito.
Respire.
E diga apenas:
“Jesus, fica comigo.”
Não precisa mais nada.
O resto é obra d’Ele.
E quando, enfim, você O sentir — mesmo que seja só um toque de paz, um sopro, um instante — guarde este momento como quem recolhe uma pérola.
Porque o Cristo sentido no íntimo é o Cristo que sustenta, orienta e refaz.
É o Cristo que devolve a coragem, que devolve a esperança, que devolve a verdade de você.
E, acima de tudo, é o Cristo que, uma vez encontrado dentro, jamais se perde fora.
