
De lá pra cá
A benção da autoimunidade

Pelo Espírito Décio, servindo como médico na Corrente do Dr. Franco da Casa Transitória de Maria Luiza
Quando nos aproximamos do tema das doenças autoimunes à luz da Doutrina Espírita, precisamos fazê-lo com duas atitudes fundamentais: profundo respeito pela ciência médica e profundo respeito pela dor humana. O Espiritismo jamais substitui o médico, jamais desautoriza o tratamento, jamais simplifica o sofrimento. Ele amplia o olhar.
Nas obras da Codificação, aprendemos que o ser humano é um Espírito imortal, temporariamente ligado ao corpo físico por meio do perispírito. Esse corpo espiritual é o molde organizador da matéria. Assim, toda experiência vivida pelo Espírito — pensamentos, emoções, escolhas — deixa impressões sutis que, ao longo do tempo, podem repercutir na organização orgânica. Não como castigo, mas como consequência natural de um processo educativo da alma.
As doenças autoimunes, do ponto de vista biológico, são situações em que o sistema imunológico passa a atacar o próprio corpo. O organismo, confundido, agride a si mesmo. À luz do Espiritismo, essa imagem nos convida a uma reflexão simbólica profunda: quantas vezes também lutamos contra nós mesmos? Quantas vezes nutrimos autocrítica excessiva, culpa persistente, conflitos íntimos não resolvidos, sentimentos de autopunição? Não se trata de afirmar que toda doença autoimune decorra diretamente desses estados, mas de reconhecer que o Espírito em desarmonia pode, ao longo do tempo, refletir essa tensão no campo físico.
As obras psicografadas nos recordam que o perispírito registra as experiências pretéritas. Algumas enfermidades podem estar relacionadas a compromissos reencarnatórios, a necessidades de reajuste, ou mesmo a provas escolhidas antes do retorno ao corpo físico. Não como expiação cruel, mas como oportunidade redentora. A doença, em muitos casos, é instrumento de desaceleração, de interiorização, de reconexão com valores mais altos.
É importante afirmar com toda clareza: ninguém “merece” sofrer. A visão espírita não é punitiva. Ela é educativa e evolutiva. A enfermidade não é sinal de inferioridade espiritual. Ao contrário, muitas vezes é sinal de coragem da alma que aceita experiências complexas para avançar mais rapidamente em sensibilidade, humildade, empatia e fé.
Também aprendemos que pensamento é força criadora. Estados emocionais prolongados — ressentimento, revolta, medo constante — podem afetar a harmonia do campo perispiritual, interferindo, gradativamente, no equilíbrio orgânico. Por isso, o cultivo do perdão, da aceitação ativa, da confiança em Deus e da disciplina mental não é apenas recurso moral: é também recurso terapêutico complementar. Complementar — nunca substitutivo do tratamento médico.
Nas palestras e reflexões contemporâneas, tem-se enfatizado que a autocura espiritual começa com a autocompaixão. Muitos portadores de doenças autoimunes são pessoas sensíveis, exigentes consigo mesmas, profundamente responsáveis. Aprender a descansar, a estabelecer limites, a acolher a própria fragilidade é parte do processo de harmonização interior.
A prece, o passe, o Evangelho no Lar, a vibração fraterna atua como recursos de reorganização energética. Eles não anulam a necessidade de medicamentos, mas podem fortalecer o ânimo, reduzir estados de ansiedade, ampliar a serenidade — e sabemos o quanto o equilíbrio emocional influencia o sistema imunológico.
Há ainda um aspecto luminoso: a doença pode despertar solidariedade, fortalecer vínculos familiares, ensinar dependência saudável, dissolver orgulho e abrir espaço para a ternura. Quantas almas florescem espiritualmente a partir de uma limitação física! O corpo pode enfraquecer, mas o Espírito pode se agigantar.
O Espiritismo nos convida, portanto, a uma postura tríplice diante das doenças autoimunes:
- Responsabilidade médica — buscar diagnóstico, tratamento e acompanhamento adequado.
- Responsabilidade emocional — revisar padrões de pensamento, cultivar paz interior.
- Responsabilidade espiritual — confiar na justiça e na misericórdia divinas, transformando dor em aprendizado.
Não sabemos, na maioria das vezes, as causas profundas de uma enfermidade. Mas sabemos algo essencial: nenhuma dor é inútil quando vivida com consciência, fé e amor. Deus não desperdiça sofrimento. Ele o transforma em crescimento.
E, acima de tudo, nunca estamos sós. A espiritualidade superior ampara, inspira médicos, sustenta famílias, fortalece corações. Mesmo quando o corpo trava batalhas silenciosas, o Espírito continua sua marcha rumo à luz.
Com carinho e respeito por todos que enfrentam esses desafios, podemos afirmar: a doença pode tocar o corpo, mas não define o valor do Espírito. Somos maiores do que nossas limitações. Somos consciências imortais em aprendizado.
Com afeto fraterno, Décio
Mensagem de Irmão José
Auto-obsessão
A maioria das pessoas vive atormentada pelos seus próprios dramas e pesadelos.
Complexos de culpa que lhes assediam o inconsciente.
Traumas, de etiologia obscura, que carregam consigo desde o pretérito distante.
Ideias e estranhos devaneios que não conseguem conter, em sistemáticas articulações.
A auto-obsessão representa uma calamidade muito maior que a obsessão propriamente dita.
É com base nela que encarnados e desencarnados estabelecem o seu domínio mental sobre os espíritos frágeis.
Os piores surtos de desequilíbrio e insanidade são originários da consciência em conflito, naqueles que não se perdoam pelo que fizeram os outros sofrerem.
Vivendo o espiritismo

Por que ainda vivemos a insanidade das guerras?
Diante das guerras que ainda assolam a humanidade, a pergunta ecoa no coração sensível: como, depois de tantos séculos de civilização, ainda repetimos a violência organizada?
À luz do Evangelho de Jesus e da Doutrina Espírita, compreendemos que as guerras não nascem primeiro nos campos de batalha. Elas começam silenciosamente no interior do ser humano. Antes de existirem como confronto entre nações, existem como conflitos mal resolvidos dentro das consciências.
O Espiritismo ensina que somos Espíritos imortais em processo de evolução. A humanidade ainda transita de um estágio predominantemente instintivo para um estágio moral mais elevado. Carregamos conquistas intelectuais admiráveis, mas nosso progresso moral nem sempre acompanha o avanço tecnológico. A inteligência desenvolveu máquinas sofisticadas; o coração ainda aprende a amar sem dominar.
As guerras são expressões coletivas do orgulho, do egoísmo e da ambição — imperfeições que ainda habitam o Espírito em aprendizado. Enquanto o “meu” for mais importante que o “nosso”, enquanto o poder for confundido com superioridade, enquanto a força for usada como argumento, a violência encontrará espaço.
Jesus, no entanto, apresentou um caminho radicalmente diferente: “Bem-aventurados os pacificadores.”
Não os vencedores. Não os dominadores. Os pacificadores.
A paz ensinada pelo Cristo não é ausência de conflito externo; é transformação interna. Ele demonstrou que a verdadeira revolução é a do coração. Quando orientou a oferecer a outra face, não legitimou a injustiça, mas revelou que a violência se perpetua quando respondemos ao mal com o próprio mal.
A Doutrina Espírita esclarece ainda que a humanidade evolui por etapas. Existem momentos de transição em que velhas estruturas ruem para que novas formas de convivência surjam. Muitas vezes, esses períodos são dolorosos, porque revelam resistências profundas à mudança moral.
Entretanto, nada ocorre fora das Leis Divinas. Mesmo os períodos sombrios da história servem como aprendizado coletivo. A dor das guerras deixa marcas que educam gerações, despertando movimentos de solidariedade, tratados de paz, instituições humanitárias e reflexões profundas sobre a dignidade humana.
Isso não significa justificar conflitos. Significa compreender que Deus respeita o livre-arbítrio humano. A guerra é escolha do homem, não decreto divino. E toda escolha gera consequências educativas.
O Espiritismo nos convida a uma reflexão mais íntima: qual é a guerra que ainda travamos dentro de nós?
Entre orgulho e humildade.
Entre vingança e perdão.
Entre intolerância e compreensão.
A transformação do mundo começa na transformação da consciência individual. Cada gesto de reconciliação, cada palavra de respeito, cada atitude de empatia é um pequeno ato de pacificação da Terra.
A humanidade ainda vive guerras porque ainda está aprendendo a amar plenamente. Mas também já não é a mesma de séculos atrás. Há mais diálogo, mais consciência de direitos, mais movimentos em favor da paz. A evolução é lenta, porém contínua.
O Evangelho vivido nos ensina que a verdadeira vitória não está em derrotar o adversário, mas em superar a própria inferioridade moral. Quando o ser humano compreender que todos somos irmãos — Espíritos destinados à mesma plenitude — a guerra se tornará memória de um estágio superado.
Até lá, somos chamados a ser sementes de paz onde estivermos.
Porque a paz do mundo começa no coração que decide não guerrear mais.
Aconteceu comigo
“Conviver com as dores diárias intensas da fibromialgia há 30 anos era um sofrimento desanimador. Tratamentos agressivos, sem resultados duradouros, impunham um outro desafio: a luta contra a depressão. O início da virada foi uma consulta com o vô Bento (da qual saí chorando) e sua receita: passar a ser cooperadora no GOAC. De lá pra cá compreendi o que estava errado comigo, o que me levou a essas dores, o que eu precisava mudar. Troquei a depressão e desânimo por trabalho em benefício do próximo … e a mais próxima, quem diria, era eu mesma. Gratidão imensa ao vô Bento, ao Grupo de Orações e à espiritualidade maior. As dores? Ainda as sinto, todos os dias – mais fracas, verdade – e entendo que é um lembrete do que ainda preciso melhorar. Tenho certeza de que sairei dessa encarnação com progresso. Bendita Doutrina que desvenda as causas além da matéria. ” S.M.C.S
Relatos como esse são inspiradores e nos mostram que não estamos sozinhos em nossas lutas diárias. Se você sente que o espiritismo foi transformador em sua vida, compartilhe sua história nessa seção, de forma anônima, enviando WhatsApp para 11 91659-4240 com a palavra DEPOIMENTO.
Novidades
Nova seção no Candeeiro: Aconteceu comigo
Quando atravessamos períodos difíceis em nossa vida, é comum desenvolvermos sentimentos que acabam agravando ainda mais os nossos problemas, arrastando-nos para a revolta, a autopiedade e, muitas vezes, para a depressão. Nessas horas, chegamos a acreditar que somos os mais sofredores da Terra.
No entanto, nunca estamos sozinhos. Se abrirmos o coração, Deus nos enviará a ajuda de que precisamos por meio de seus mensageiros.
O Espiritismo, ao descortinar as Leis Divinas, oferece explicações e orientações que nos ajudam a despertar para a vida. É uma luz que nos permite compreender possíveis causas de nossas dores e refletir sobre as mudanças necessárias para alcançarmos a paz e a harmonia que nos faltam.
Depoimentos de pessoas que superaram fases difíceis por meio do Espiritismo são profundamente inspiradores e levam esperança àqueles que enfrentam seus próprios desafios.
Se você acredita que a sua história pode ajudar outras pessoas e deseja compartilhá-la de forma anônima, envie seu relato com a palavra DEPOIMENTO para o WhatsApp do GOAC: (11) 91659-4240.
Abertas as inscrições para as Ações Doutrinárias de maio/junho

Anote na agenda: dia 4 de abril será o lançamento do livro DE LÁ PRA CÁ

Aniversariantes de abril

Classificados
Tratamento de feridas
Enfermeira Maria Camoiço (cooperadora aos domingos). Especialista em Feridas, Podiatria e Estomias. Instagram: @maxuquei_7 WhatsApp: 11 97061-7742.
Terapia Florais e Constelação Familiar
Terapeuta Sol – Solange Nader Miziara (cooperadora aos sábados). Formada em Terapia Floral e Constelação Familiar, entre outras Terapias Integrativas e Complementares. WhatsApp : 11 97201-4386.
Massagem para Mulheres, Puérperas e Gestantes
Kalu Gonçalves (cooperadora aos domingos) é Doula há 16 anos e Terapeuta. WhatsApp: 11 11 96348-4260.
Ensaio fotográfico profissional
Kalu Gonçalves (cooperadora aos domingos) . Eternize seus melhores momentos com fotos que captam a magia da vida. WhatsApp: 11 11 96348-4260.
Acupuntura em domicílio
Fernando Yonezawa (marido da Carol das segundas). Tratamento de dor, ansiedade, depressão, estresse etc. WhatsApp: 11 98309-9197.
Consultoria em autorrelacionamento e autocomunicação
Marcus Guarnier (cooperador aos domingos). Precisando conversar? Organizar pensamentos? Serenar emoções? Posso ajudar. Bastante. www.marcusguarnier.com.br
Goiabinhas Mama Tereza
Thereza de Medeiros (cooperadora aos domingos). Deliciosas goiabinhas artesanais direto da cozinha da mãe Thereza. WhatsApp: 11 98107-9123.
Clínica de Medicina do Trabalho
Cristina Seicali (cooperadora às 4as. e 5as. feiras). Exames admissionais / demissionais / retorno ao trabalho / PCMSO / PGR / LTCAT / CIPA / E-social / Perícia médica trabalhista. WhatsApp 11 98418-1376 e Tel. 11 3884-8899.
Farmácia de manipulação
João Lobo (cooperador às 5as. feiras). Casa das Fórmulas. www.casadasformulas.com.br WhatsApp 11 97065-7667
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NOTA: Se você tiver alguma dúvida, sugestão ou comentário, por favor, entre em contato com a Tesouraria através do WhatsApp 11 99467.0042. Muito obrigada.Editar
