
De lá pra cá
Relato de Euller

Irmãos queridos,
Permitam-me falar-lhes não como quem ensina, mas como quem ainda aprende — e aprende muito.
Chamaram-me Euller na última existência. Vivi tempos difíceis na Terra, quando o medo e a desconfiança se espalhavam como sombras longas sobre as consciências. Eu era homem comum, de família, de valores que julgava corretos. Acreditava estar do lado certo. E, sinceramente, acreditava fazer o bem.
Mas foi justamente aí que me perdi.
Submetido a ordens, envolvido por discursos que justificavam atitudes duras, permiti que o coração fosse ficando menor. Comecei aceitando pequenas concessões à consciência — um silêncio aqui, uma omissão ali. Depois, quando percebi, já não era mais o mesmo. A dor do outro deixou de me comover como antes. Passei a enxergar pessoas como ameaças, e não como irmãos.
O primitivismo que ainda habitava em mim encontrou terreno fértil.
Não fui um monstro. Mas também não fui fiel ao bem que conhecia. E essa é uma das mais dolorosas verdades que carregamos depois que atravessamos o véu: não somos julgados pelo que ignorávamos, mas pelo que já sabíamos — e não vivemos.
Ao retornar ao mundo espiritual, não encontrei tribunais nem condenações externas. Encontrei a mim mesmo. E, diante da própria consciência, revi cenas, ouvi vozes, senti lágrimas que antes ignorei. Aquilo que, na Terra, eu chamava de dever, ali se mostrava, muitas vezes, como fuga da responsabilidade de pensar e de sentir.
A lei não falha. A vida é justa.
Experimentei, em mim, os reflexos do que causei. Não como castigo, mas como aprendizado. Senti a angústia daqueles que ajudei a ferir. Vivi, em profundidade, o que antes toquei de forma superficial. E foi nesse mergulho que algo começou a mudar.
O arrependimento, quando verdadeiro, não nos paralisa — nos transforma.
Chorei. Pedi ajuda. E fui amparado.
Porque, meus irmãos, por mais que erremos, nunca estamos abandonados. Há sempre mãos estendidas, convidando ao recomeço. Fui acolhido, orientado e, pouco a pouco, comecei a compreender que o mal que fiz não define quem posso me tornar — mas exige de mim um compromisso sincero de reparação.
Hoje, trabalho junto a equipes que auxiliam irmãos ainda presos às dores que um dia ajudei a ampliar. Aprendo a ouvir com paciência, a respeitar o tempo de cada um, a oferecer o que antes neguei: compreensão.
E digo a vocês, com toda humildade: não esperem a dor para ajustar o caminho.
O mundo ainda vive momentos de tensão, de opiniões fortes, de divisões. Mas nenhuma ideia, nenhuma ordem, nenhum sistema justifica o endurecimento do coração. Podemos discordar, sem desrespeitar. Podemos agir com firmeza, sem perder a compaixão. Podemos cumprir deveres, sem trair a consciência.
Vigiai, sobretudo, os pequenos sinais dentro de vocês.
É no pensamento que começa a queda.
É na indiferença que o amor se ausenta.
É na justificativa fácil que o erro se instala.
Mas é também no pequeno gesto de bondade que a luz retorna.
É na escuta sincera que a alma se reergue.
É na decisão silenciosa de fazer o bem que o Espírito cresce.
Se minha história puder lhes servir, que seja como um alerta suave e um convite esperançoso: ninguém está condenado ao passado, mas todos somos responsáveis pelo que fazemos com o presente.
Sigam com Jesus.
Ele não nos pede perfeição imediata — pede sinceridade no esforço, coragem no arrependimento e perseverança no bem.
Com gratidão e desejo de reparar servindo,
Euller
Ex-agente da repressão do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna) entre 1971 e 1975, na cidade de São Paulo, Brasil.
Mensagem de Irmão José
Se alguém caiu

Se alguém caiu e estás disposto a auxiliá-lo a levantar-se, não fiques remexendo velhas feridas.
Não relembres episódios que o verdadeiro perdão sabe relegar a total esquecimento.
Sequer faças insinuações que se reportem ao passado de quem se enganou, traído pela sua fragilidade.
Procura não demonstrar superioridade em qualquer situação, como se fosses incapaz de tropeçar onde tantos já conheceram a queda.
Existem, sim, os que caem por si mesmos, mas existem também os que caem pelas circunstâncias que, direta ou indiretamente, lhes ensejes.
A tua indiferença afetiva pode ser corresponsável pelo desvio do cônjuge que acusas de traição.
Às vezes, as palavras amargas que vives lançando ao rosto do irmão ou irmã que claudicou são muito mais graves, perante a Lei, do que o próprio erro que te pões a censurar.
Irmão José, pela psicografia de Carlos A. Baccelli, no livro Senhor e Mestre
Vivendo o espiritismo
Cheguei ao Espiritismo… e agora?

Há um momento muito bonito na vida de quem se aproxima do Espiritismo: o instante em que o coração começa a fazer perguntas diferentes. Já não buscamos apenas respostas para o mundo, mas também para nós mesmos. E, quase sempre, essa chegada não acontece por acaso — ela vem acompanhada de uma dor, de uma dúvida, de uma saudade ou de um sincero desejo de entender melhor a vida.
Se você chegou agora, seja bem-vindo. E permita-se caminhar com leveza.
A primeira dica é simples: não tenha pressa. O Espiritismo não exige adesão imediata, nem pede que você acredite em tudo de uma vez. Ele convida ao estudo, à reflexão e, sobretudo, à experiência pessoal. Aqui, fé não é imposição — é construção. É como uma luz que vai acendendo aos poucos, à medida que o entendimento encontra espaço dentro de nós.
Outra orientação valiosa: comece pelo essencial. Antes de buscar fenômenos ou respostas complexas, aproxime-se do Evangelho de Jesus. A base de tudo está ali — no amor ao próximo, no perdão, na humildade, na caridade. O Espiritismo não veio trazer um novo Cristo, mas nos ajudar a compreender melhor Seus ensinamentos e, principalmente, vivê-los no dia a dia.
Ao frequentar uma casa espírita, observe com o coração tranquilo. Não se preocupe em entender tudo de imediato. Participe de palestras, ouça, sinta o ambiente. Se possível, envolva-se em um grupo de estudo — é ali que o conhecimento ganha profundidade e se transforma em clareza. O aprendizado em conjunto fortalece, acolhe e amplia horizontes.
Uma dica importante: cuide da sua autonomia. O Espiritismo não estimula dependência de médiuns, orientadores ou dirigentes. Ele valoriza a responsabilidade individual. Ninguém está aqui para decidir por você, mas para caminhar ao seu lado. Pergunte, questione, reflita. O crescimento espiritual é um processo íntimo e intransferível.
Também é essencial compreender que mediunidade não é tudo. Embora seja um aspecto importante da Doutrina, ela não é o ponto de partida para quem está chegando. Antes de qualquer desenvolvimento mediúnico, é preciso investir no equilíbrio emocional, na disciplina dos pensamentos e no fortalecimento moral. O verdadeiro médium, antes de tudo, aprende a ser uma pessoa melhor.
E talvez a orientação mais preciosa seja esta: viva o que aprende, ainda que pouco. Não é necessário saber muito para começar a praticar o bem. Um gesto de gentileza, uma palavra de consolo, um esforço sincero de perdoar — tudo isso já é Espiritismo em ação. A Doutrina ganha sentido quando sai dos livros e entra na vida.
Haverá momentos de dúvida, e isso é natural. A dúvida não é inimiga da fé — ela é, muitas vezes, o caminho que nos leva a uma fé mais consciente e madura. Não se cobre respostas imediatas. Caminhe com sinceridade, e o entendimento virá no tempo certo.
Chegar ao Espiritismo é, na verdade, reencontrar-se com uma proposta de amor e responsabilidade. Não é sobre mudar de religião, mas sobre ampliar a forma de ver a vida. É um convite à transformação, sem pressa, sem culpa, mas com verdade.
Siga em frente. Estude, observe, sinta. E, acima de tudo, permita que o Evangelho toque seu coração.
Porque, no fim, conhecer o Espiritismo é aprender, dia após dia, a ser um pouco mais paciente, mais compreensivo, mais humano.
E isso… já é um lindo começo.
Novidades
Evangelho de Páscoa no GOAC destaca o verdadeiro sentido da ressurreição



No último dia 4 de abril, o GOAC promoveu o tradicional Evangelho de Páscoa, reunindo mais de 70 participantes em um momento de reflexão espiritual sob o tema “A Páscoa com Jesus”, apresentado presencialmente por Marcus Guarnier.
Durante a exposição, Marcus nos convidou a uma compreensão mais profunda do significado da Páscoa, afastando-se da visão meramente simbólica e comercial da data. O enfoque central foi a Páscoa como um convite à transformação interior, ressaltando que o verdadeiro renascimento proposto por Jesus ocorre no íntimo de cada indivíduo.
Entre os principais pontos abordados, destacou-se a ideia de que a ressurreição não deve ser entendida apenas como um evento histórico, mas como uma vivência contínua. Nesse sentido, Marcus enfatizou a necessidade de superar atitudes negativas, egoísmos e padrões limitantes, promovendo um processo de renovação moral e espiritual.
Outro aspecto relevante foi a reflexão sobre a responsabilidade individual no caminho evolutivo. A mensagem de Jesus propõe uma mudança ativa de postura diante da vida, em que cada pessoa é chamada a assumir seu papel na construção de relações mais equilibradas e conscientes.
A palestra também ressaltou o amor como eixo central da mensagem pascal. A partir do exemplo de Jesus, a Páscoa foi apresentada como um convite à prática do perdão, da empatia e da caridade, valores essenciais para a vivência do Evangelho no cotidiano.
Ao final, o encontro reforçou que a Páscoa, mais do que uma celebração anual, representa uma oportunidade permanente de recomeço — um chamado à vivência dos ensinamentos de Jesus em sua essência mais profunda, promovendo paz, transformação e sentido para a vida.
O Evangelho de Páscoa foi transmitido ao vivo pelo Youtube e encontra-se gravado no link: https://www.youtube.com/watch?v=UK8fL40zRC0&t=199s
Lançamento do livro O Lado de Lá emociona público no GOAC


Na manhã de 4 de abril, logo após o Evangelho de Páscoa, o GOAC realizou o lançamento de seu primeiro livro, O Lado de Lá, marcando um momento especial para a instituição e para todos os presentes. A obra foi apresentada por Sandra Camelier, organizadora do projeto, e reúne 57 relatos espirituais psicografados por Marcus Guarnier.
Durante a apresentação, Sandra destacou o propósito central do livro: aproximar o leitor da realidade espiritual de forma sensível e esclarecedora, mostrando que a vida prossegue além da matéria. A obra é um convite à reflexão sobre a continuidade da vida, a responsabilidade dos atos e a importância do crescimento moral, trazendo mensagens que unem consolo, aprendizado e esperança. A organizadora também ressaltou o cuidado na seleção dos relatos, buscando oferecer experiências que dialogam com o cotidiano e ampliam a compreensão sobre o chamado “lado de lá”, como estímulo a aproveitarmos melhor esta nossa encarnação.
O interesse do público foi imediato. Dos 250 exemplares impressos na primeira tiragem, mais de 200 foram vendidos no próprio dia do lançamento, evidenciando a forte receptividade da obra.
Atualmente esgotado, o livro terá uma nova tiragem com 400 exemplares, que estará disponível para venda no Núcleo Cultural do GOAC até meados do mês de maio. A expectativa é de que a nova tiragem atenda à demanda gerada pelo impacto positivo do lançamento, consolidando O Lado de Lá como uma importante contribuição para o estudo e a vivência da espiritualidade.
Aniversariantes de Maio

Classificados
Farmácia de manipulação
João Lobo (cooperador às 5as. feiras). Casa das Fórmulas. www.casadasformulas.com.br WhatsApp 11 97065-7667
Tratamento de feridas
Enfermeira Maria Camoiço (cooperadora aos domingos). Especialista em Feridas, Podiatria e Estomias. Instagram: @maxuquei_7 WhatsApp: 11 97061-7742.
Terapia Florais e Constelação Familiar
Terapeuta Sol – Solange Nader Miziara (cooperadora aos sábados). Formada em Terapia Floral e Constelação Familiar, entre outras Terapias Integrativas e Complementares. WhatsApp : 11 97201-4386.
Massagem para Mulheres, Puérperas e Gestantes
Kalu Gonçalves (cooperadora aos domingos) é Doula há 16 anos e Terapeuta. WhatsApp: 11 11 96348-4260.
Ensaio fotográfico profissional
Kalu Gonçalves (cooperadora aos domingos) . Eternize seus melhores momentos com fotos que captam a magia da vida. WhatsApp: 11 11 96348-4260.
Acupuntura em domicílio
Fernando Yonezawa (marido da Carol das segundas). Tratamento de dor, ansiedade, depressão, estresse etc. WhatsApp: 11 98309-9197.
Consultoria em autorrelacionamento e autocomunicação
Marcus Guarnier (cooperador aos domingos). Precisando conversar? Organizar pensamentos? Serenar emoções? Posso ajudar. Bastante. www.marcusguarnier.com.br
Goiabinhas Mama Tereza
Thereza de Medeiros (cooperadora aos domingos). Deliciosas goiabinhas artesanais direto da cozinha da mãe Thereza. WhatsApp: 11 98107-9123.
Clínica de Medicina do Trabalho
Cristina Seicali (cooperadora às 4as. e 5as. feiras). Exames admissionais / demissionais / retorno ao trabalho / PCMSO / PGR / LTCAT / CIPA / E-social / Perícia médica trabalhista. WhatsApp 11 98418-1376 e Tel. 11 3884-8899.
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