Junho/26

De lá pra cá

Relato de Samuel

Irmãos queridos,

Escrevo-lhes com humildade que não possuía quando caminhei pela Terra. Se minhas palavras puderem impedir que alguém se perca onde eu me perdi, já terão valido o esforço desta confissão.

Fui pastor religioso durante muitos anos. E preciso começar dizendo algo importante: eu comecei sinceramente. Eu amava Jesus. Chorava ao falar d’Ele. Estudava o Evangelho com devoção. Visitava enfermos, ajudava famílias pobres, orava de madrugada pedindo que Deus me usasse para aliviar sofrimentos humanos.

E Ele me usou.

Vi pessoas reencontrarem esperança. Vi mães desesperadas recuperarem a vontade de viver. Vi homens abandonarem vícios. Vi corações endurecidos se renderem ao amor do Cristo.

Mas eu não vigiei suficientemente o próprio coração.

A fama chegou devagar. Primeiro vieram os elogios. Depois, os convites. Igrejas cheias. Pessoas querendo tocar minhas mãos. Presentes. Dinheiro. Viagens. Tratamentos especiais. Passei a entrar por portas reservadas. Já não precisava esperar como os outros. Diziam que eu era “ungido”, “escolhido”, “instrumento raro”.

E comecei a acreditar nisso.

Sem perceber, fui trocando a simplicidade pelo prestígio. O altar, que deveria ser lugar de serviço, tornou-se palco para meu orgulho silencioso. Ainda pregava sobre Jesus, mas já gostava demais de falar sobre mim mesmo. Ainda citava o Evangelho, mas passei a usar a fé das pessoas para sustentar confortos que eu já não queria perder.

Ah, irmãos… como é triste usar o nome de Jesus para alimentar vaidades humanas.

A consciência avisa. Sempre avisa.

No começo, eu me incomodava ao perceber exageros nas arrecadações, nos apelos emocionais, nos benefícios materiais que recebia. Mas fui aprendendo a justificar. Dizia para mim mesmo que “a obra precisava”. Que “eu merecia”. Que “Deus conhecia meu coração”.

Até que o coração já não era mais o mesmo.

As palavras continuavam bonitas, mas a intenção começava a adoecer.

E o pior não era o dinheiro. O dinheiro é apenas ferramenta. O pior era a sensação de superioridade espiritual. Eu me sentia acima das pessoas. Gostava de ser admirado. Necessitava dos aplausos. Dependia da reverência alheia para manter viva a imagem que criei de mim mesmo.

Enquanto isso, o Cristo — simples, manso e humilde — ia ficando distante dentro de mim.

Quando desencarnei, não encontrei o Jesus severo que minha culpa imaginava. Encontrei Seu amor. E isso doeu ainda mais.

Porque diante daquele amor puro, percebi claramente o quanto me afastei da essência do Evangelho enquanto falava diariamente sobre ele.

Revivi cenas. Pessoas humildes entregando o que não podiam. Vi olhares de confiança sincera dirigidos a mim. Vi criaturas simples acreditando que estavam agradando a Deus quando, muitas vezes, alimentavam minhas ilusões e excessos.

Ninguém me condenou. A própria consciência se encarregou disso.

Chorei muito.

Chorei pela vaidade disfarçada de fé.
Chorei pelos aplausos que aceitei.
Chorei pelas vezes em que usei o nome de Jesus sem realmente deixar Jesus viver em mim.

Mas foi justamente no arrependimento sincero que começou minha libertação.

Aprendi aqui que Deus não deseja nossa humilhação — deseja nossa transformação. O erro reconhecido com honestidade torna-se ponto de partida para o progresso. A dor moral, quando aceita sem revolta, converte-se em remédio da alma.

Hoje trabalho em equipes espirituais que auxiliam irmãos presos aos mesmos enganos que vivi. Aproximo-me de líderes religiosos sinceros, de todas as crenças, tentando inspirá-los à vigilância íntima, à simplicidade e ao cuidado com o orgulho espiritual.

Porque o perigo não está apenas no dinheiro. Está no encantamento consigo mesmo.

Toda posição de destaque é prova delicada. Toda liderança é empréstimo de Deus. Todo conhecimento espiritual aumenta nossa responsabilidade diante da vida.

Não importa onde estejamos: no altar, na tribuna, na mesa mediúnica, na coordenação de um grupo ou numa simples tarefa de bastidores. O Evangelho não nos pede aparência de santidade. Pede coerência.

Jesus nunca negociou amor. Nunca transformou fé em instrumento de poder. Nunca usou a dor humana para benefício próprio.

E nós também não devemos fazê-lo.

Se hoje lhes deixo uma súplica, é esta: cuidem do coração enquanto servem. Vigiem as pequenas vaidades. Não se alimentem da admiração alheia. Não se considerem especiais demais. Quanto maior a confiança que a vida deposita em nós, maior deve ser nossa humildade.

Estou me preparando para retornar à Terra. Pedirei nova oportunidade. Desejo reaprender a servir sem ser visto. Amar sem ser aplaudido. Trabalhar sem exigir reconhecimento.

Quero reencontrar Jesus longe dos holofotes que eu mesmo acendi para mim.

E creio, sinceramente, que conseguirei.

Porque o amor do Cristo não desiste de nenhum de nós.

Com lágrimas de arrependimento, mas também com esperança renovada,
Samuel

Mensagem de André Luiz

Quanto aos outros

Se você acredita que possa alcançar a sublimação espiritual sem os outros, decerto ainda não chegou à verdade.

A vida foi criada, à feição de máquina complexa, em que as peças diferenciadas, entre si, guardam função específica.

Não fuja à engrenagem do seu grupo se deseja aperfeiçoar-se e progredir.

Os outros são as áreas destinadas à complementação e melhoria dos seus próprios reflexos.

Através deles é que você se analisa para observar-se com segurança.

Não intente transformá-los, de imediato, porque qual ocorre conosco, são espíritos em evolução, caminhando entre dificuldades e sombras, para o conhecimento superior.

Não exija deles a perfeição que estamos ainda longe de possuir.

Esse nos ensina paciência, aquele a compreensão, aquele outro o imperativo da bondade, tanto quanto somos pessoalmente para cada um deles testes vivos nesses mesmos assuntos.

Acredite, sempre que os outros nos apareçam à maneira de problemas, somos para eles outros tantos problemas a resolver.

Diz você que precisa identificar-se com a vida e descobrir-se para fazer o melhor; entretanto, unicamente pelos outros é que você se encontra e se realiza para as conquistas supremas da felicidade e do amor.

Vivendo o espiritismo

Quando e quanto é difícil aceitar a decisão alheia

Existe uma verdade curiosa sobre o ser humano: adoramos o livre-arbítrio.

Principalmente o nosso!

O dos outros já costuma nos causar certa gastrite emocional. Queremos liberdade para escolher, mudar, desistir, recomeçar, mas, quando alguém toma uma decisão que nos contraria, imediatamente abrimos um tribunal invisível dentro da cabeça. E ali começa o julgamento: “Como assim?”, “Mas depois de tudo?”, “Ela não podia fazer isso comigo!”, “Ele está errado!”. E, sem perceber, passamos a sofrer não apenas pela decisão da pessoa, mas porque ela decidiu algo que não controlamos.

Aceitar a decisão alheia é difícil porque, muitas vezes, confundimos amor com posse, convivência com controle e proximidade com direito sobre a vida do outro. Sofremos porque criamos expectativas silenciosas. Imaginamos que o outro deveria agir segundo nossa lógica, nossa necessidade ou nosso tempo emocional. O problema é que ninguém veio à Terra para viver a vida que imaginamos para ele.

Há pessoas que decidem ir embora. Outras resolvem ficar longe. Algumas mudam de ideia no meio do caminho. Outras trocam de religião, de emprego, de cidade, de relacionamento ou até de sonhos. E, sinceramente? Isso mexe conosco. Porque toda decisão alheia que não aprovamos costuma apertar algum ponto ainda mal resolvido dentro de nós.

É curioso perceber que, às vezes, aceitamos com mais facilidade perder dinheiro do que perder razão. Há criaturas que conseguiriam sobreviver tranquilamente a uma dívida financeira, mas entram em colapso emocional quando alguém simplesmente não faz o que elas queriam. E então nasce aquele desejo secreto — quase uma “oração invertida” — para que o outro descubra que estava errado e volte pedindo desculpas. Somos mais humanos do que imaginamos.

Mas amadurecer espiritualmente talvez seja exatamente aprender isso: amar sem controlar. Respeitar sem concordar necessariamente. Entender que cada pessoa possui seu próprio campo de experiências, aprendizados, dores e necessidades evolutivas. Nem sempre compreenderemos as escolhas dos outros. E está tudo bem. O que não podemos é transformar nossa dificuldade de aceitar em agressão, chantagem emocional, silêncio punitivo ou amargura permanente.

Jesus, em nenhum momento, obrigou alguém a segui-Lo. O jovem rico foi embora. Judas tomou suas decisões. Pedro fraquejou. Tomé duvidou. E o Cristo continuou amando. Isso não significa ausência de dor, mas presença de maturidade espiritual. Amar também é permitir que o outro faça escolhas — inclusive escolhas que não faríamos.

Claro que existem decisões alheias que realmente nos ferem. Não estamos falando aqui de passividade diante do abuso ou da irresponsabilidade. Mas mesmo nesses casos, aceitar não significa concordar. Às vezes, aceitar significa apenas parar de lutar contra uma realidade que já aconteceu. É deixar de gastar energia tentando mudar quem não deseja mudar.

Talvez uma das maiores libertações da vida seja perceber que não controlamos quase nada fora de nós — mas podemos trabalhar profundamente aquilo que acontece dentro de nós. E quando fazemos isso, algo muda. A necessidade de convencer diminui. A ansiedade enfraquece. O coração respira melhor.

No fundo, aceitar a decisão alheia é um exercício silencioso de humildade. É reconhecer que Deus não nos entregou a administração da consciência dos outros. Apenas da nossa.

E isso… já dá bastante trabalho.

Novidades

Abertas as inscrições para a Escola de Médiuns

Com a duração de dois anos, e uma aula semanal nas noites das segundas-feiras, o objetivo da Escola de Médiuns é qualificar a encarnação dos alunos da Escola, potencializando suas virtudes e multiplicando seus talentos, através de um currículo moral doutrinário associado, em equilíbrio, com exercícios práticos da mediunidade.

A proposta cria um vínculo entre informações sadias, coerentes e lógicas com um conjunto de experimentos que conduzam o aluno a se perceber como energia e favoreça a identificação, assimilação e transferência das energias em seu entorno. Tudo dentro de uma atmosfera segura e disciplinada, que gera resultados eficientes.

A Escola de Médiuns tem o condão de proporcionar maior reflexão aos alunos, para que possam discernir em seus valores e adotar postura que considerem produtiva para seu cotidiano.

As aulas terão início em agosto/26.

Saiba como matricular-se:

1. Converse com o mentor no DIÁLOGO FRATERNO. O agendamento é por e-mail, conforme instruções disponíveis em www.goac.org.br/dialogo-fraterno/
Informe ao mentor que deseja matricular-se na Escola de Médiuns.

2. Após o Diálogo, apresente na recepção o formulário com as indicações do mentor.

3. Envie e-mail para bibliotecagoac@gmail.com informando seu nome completo, e-mail, telefone (de preferência o celular) e que deseja matricular-se na Escola de Médiuns. A confirmação da sua matrícula chegará por e-mail.

“Liberdade sem Ódio” – Grupo de Orações lança seu segundo livro

Na manhã do dia 23 de maio, logo após o Evangelho, o Grupo de Orações Amor e Caridade viveu um momento especial com o lançamento de seu segundo livro, reunindo companheiros em um clima de fraternidade, esperança e renovação espiritual.

A obra, psicografada por Marcus Medeiros Guarnier, chega como um convite à reflexão íntima em tempos desafiadores. Por meio da trajetória de Paullete Fabert, jovem inserida no cenário da guerra e da resistência europeia, o livro conduz o leitor a profundas indagações sobre escolhas, consciência e fidelidade aos próprios valores diante das adversidades.

Mais do que um romance, a narrativa inspira uma compreensão espiritualizada da vida, lembrando que as maiores batalhas, muitas vezes, acontecem no silêncio do coração — e que a verdadeira liberdade floresce quando aprendemos a agir com consciência, acima dos impulsos e das dores do caminho.

A nova publicação já se encontra disponível para aquisição no Núcleo Cultural, ao preço de custo de R$ 10,00, reafirmando o propósito fraterno de tornar acessível uma mensagem de consolo e aprendizado. Com tiragem inicial de 550 exemplares, o livro representa mais um fruto do ideal de amor, estudo e caridade que inspira o grupo em sua caminhada.

Reimpressão do livro “O Lado de Lá” já está em estoque

Com primeira tiragem do livro esgotada na semana do lançamento, O Lado de Lá foi reimpresso e já encontra-se à venda no Núcleo Cultural do GOAC ao preço de custo de R$ 20,00.

O Lado de Lá é um convite ao silêncio interior e à reflexão profunda sobre a vida, a fé e a continuidade da existência além da matéria.

Reunindo mensagens espirituais psicografadas por médiuns do Grupo de Orações, Amor e Caridade, esta obra apresenta 57 relatos de Espíritos ligados à Casa Transitória de Maria Luiza e à Colônia Espiritual Alvorada Nova, ilustrando as Leis Divinas reveladas pelo Espiritismo e o Evangelho de Jesus.

Com linguagem simples e fraterna, os textos abordam o amor, a dor, a reencarnação, o lar como escola das almas e orientações para nos libertarmos das ilusões, oferecendo consolo, esclarecimento e esperança.

Mais do que explicar o mundo espiritual, este livro convida o leitor a viver melhor no presente, lembrando que ninguém caminha sozinho e que o amor continua sendo o caminho seguro para a paz da alma.

Porque, no fim, mais importante do que saber o que existe do lado de lá… é aprender como viver melhor do lado de cá.

Festa do Dia das Mães no Obreiros

No último dia 16 de maio, o Obreiros da Luz Divina promoveu uma emocionante homenagem às mães da Vila Tanise, em um sábado marcado pela alegria, afeto e gratidão.

A programação foi preparada com muito carinho e teve momentos especialmente tocantes, como a apresentação musical realizada por alguns de seus filhos, arrancando sorrisos, aplausos e emoção das homenageadas. Entre canções e demonstrações de amor, o ambiente foi tomado por um sentimento sincero de união e reconhecimento.

Após as homenagens, todos puderam compartilhar um delicioso almoço, com saborosa galinhada e sobremesas variadas, preparadas com dedicação para tornar a ocasião ainda mais especial.

Outro momento muito aguardado foi o bingo, animado e repleto de ótimas prendas, trazendo descontração e muitos instantes de alegria. Cada uma das homenageadas receberam presentes, encerrando o dia com o coração aquecido e a gostosa sensação de serem lembradas, valorizadas e profundamente homenageadas pelo seu amor e dedicação.

Aniversariantes de junho

Classificados

Clínica de Medicina do Trabalho

Cristina Seicali (cooperadora às 4as. e 5as. feiras). Exames admissionais / demissionais / retorno ao trabalho / PCMSO / PGR / LTCAT / CIPA / E-social / Perícia médica trabalhista. WhatsApp 11 98418-1376 e Tel. 11 3884-8899.

Farmácia de manipulação

João Lobo (cooperador às 5as. feiras). Casa das Fórmulas. www.casadasformulas.com.br WhatsApp 11 97065-7667

Tratamento de feridas

Enfermeira Maria Camoiço (cooperadora aos domingos). Especialista em Feridas, Podiatria e Estomias. Instagram: @maxuquei_7 WhatsApp: 11 97061-7742.

Terapia Florais e Constelação Familiar

Terapeuta Sol – Solange Nader Miziara (cooperadora aos sábados). Formada em Terapia Floral e Constelação Familiar, entre outras Terapias Integrativas e Complementares. WhatsApp : 11 97201-4386.

Massagem para Mulheres, Puérperas e Gestantes

Kalu Gonçalves (cooperadora aos domingos) é Doula há 16 anos e Terapeuta. WhatsApp: 11 11 96348-4260.

Ensaio fotográfico profissional

Kalu Gonçalves (cooperadora aos domingos) . Eternize seus melhores momentos com fotos que captam a magia da vida. WhatsApp: 11 11 96348-4260.

Acupuntura em domicílio

Fernando Yonezawa (marido da Carol das segundas). Tratamento de dor, ansiedade, depressão, estresse etc. WhatsApp: 11 98309-9197.

Consultoria em autorrelacionamento e autocomunicação

Marcus Guarnier (cooperador aos domingos). Precisando conversar? Organizar pensamentos? Serenar emoções? Posso ajudar. Bastante. www.marcusguarnier.com.br

Goiabinhas Mama Tereza

Thereza de Medeiros (cooperadora aos domingos). Deliciosas goiabinhas artesanais direto da cozinha da mãe Thereza. WhatsApp: 11 98107-9123.

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